Reino Unido condena brutalidade do Irã contra manifestantes. Ministra Yvette Cooper critica resposta e avalia legislação contra o Irã.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, manifestou sua forte condenação à resposta do Irã às recentes manifestações. Em declarações ao Parlamento, Cooper descreveu o que chamou de “assassinato horrível e brutal” de manifestantes iranianos, enfatizando a necessidade de o governo britânico ressaltar a gravidade da situação.
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O governo britânico convocou o embaixador iraniano para discutir a situação e expressar sua preocupação com a resposta das autoridades iranianas aos protestos. Cooper afirmou que o Reino Unido exigiria o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos iranianos.
Cooper informou que o gabinete britânico consideraria a apresentação de legislação e medidas setoriais direcionadas ao Irã, em resposta aos acontecimentos. A ministra destacou a importância de abordar os relatos de violência e violações de direitos.
Os protestos, que se iniciaram no final de dezembro, representam um desafio significativo ao regime iraniano. Inicialmente motivados por preocupações com a inflação, os manifestos se espalharam pelo país, evoluindo para demonstrações mais amplas contra o governo.
A inflação, agravada por decisões do banco central, contribuiu para o aumento da insatisfação popular.
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O governo iraniano, liderado por reformistas, tentou mitigar a crise oferecendo transferências financeiras diretas aos cidadãos. No entanto, essa medida não conseguiu conter a crescente insatisfação e os protestos. As manifestações representaram a maior noite de protestos nacionais até então, isolando o Irã do cenário internacional.
Organizações de direitos humanos relataram um elevado número de mortes durante os protestos. O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma advertência, ameaçando intervir militarmente se as forças de segurança iranianas respondessem com violência.
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, acusou os EUA de incitar os protestos, instando Trump a se concentrar em questões internas.
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