O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, expressou preocupação com a reputação da autarquia, ainda sob ataque em decorrência do Caso Master. Em entrevista ao programa Capital Insights, Le Grazie destacou que a situação é complexa, com o caso evoluindo rapidamente e sem sinais claros sobre suas consequências finais.
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Ele ressaltou que a liquidação de instituições financeiras é um cenário comum, como ocorre frequentemente nos Estados Unidos, onde a necessidade de tal medida é vista como uma resposta padrão.
Análise da Política Monetária
Le Grazie avaliou positivamente a postura do Banco Central em relação à política monetária. Ele acredita que a instituição deve sinalizar uma queda na taxa Selic e que, em março, deverá fornecer indicações sobre o ritmo dos cortes. Sua projeção é de que a taxa básica alcance 12% ao ano no final de 2026, com ajustes de 0,5 ponto porcentual durante o ano.
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Crescimento Econômico e Eleições nos EUA
O ex-diretor do BC estima um crescimento econômico de 1,8% para 2026, mas adverte que um resultado positivo é possível, especialmente considerando o ano eleitoral nos Estados Unidos, onde os gastos governamentais podem impulsionar a atividade. No entanto, ele também aponta o risco de uma inversão da taxa Selic caso as eleições americanas enfraquecam Donald Trump, o que poderia prejudicar o Brasil.
Mercado de Crédito e IPOs
Le Grazie é pessimista em relação à retomada de IPOs de empresas brasileiras no mercado doméstico este ano, argumentando que o apetite dos investidores estrangeiros ainda se concentra em grandes bancos sólidos e consolidados. Ele observa que o movimento de entrada de capitais no país, que ocorreu durante boa parte do ano passado, ainda não foi concluído e prevê um ano de recuo nos juros.
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Avaliação do Banco Central dos EUA
O ex-comandante da Política Monetária brasileira elogiou a decisão do banco central dos EUA, ressaltando que, dadas as condições de atividade e inflação do país, a medida foi acertada. Le Grazie evitou fazer avaliações pessoais sobre a situação, enfatizando que o Banco Central brasileiro conta com um arcabouço técnico robusto e profissionais qualificados, o que garante o bom desempenho da instituição.
