Redução da Pobreza no Brasil: IBGE Apresenta Dados Surpreendentes em 2024

IBGE aponta redução da pobreza no Brasil em 2024, com 48,9 milhões de brasileiros vivendo com menos de US$ 6,85 por dia.

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(Imagem de reprodução da internet).

Redução da Pobreza no Brasil em 2024: Análise do IBGE

Em 2024, o Brasil apresentou avanços significativos na redução da pobreza e da extrema pobreza, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proporção da população vivendo com menos de US$ 6,85 por dia diminuiu para 48,9 milhões, representando uma queda em relação aos níveis observados em anos anteriores.

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Essa melhora socioeconômica se traduziu em uma redução da população na pobreza, que era de 57,6 milhões em 2023.

Indicadores Socioeconômicos em Declínio

O número de brasileiros vivendo na pobreza diminuiu para 48,9 milhões, marcando o menor nível registrado desde 2012. Essa tendência de redução contínua no número e na proporção de pessoas em situação de pobreza representa uma recuperação pós-pandemia de COVID-19, desencadeada em 2020.

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A análise dos dados revela uma trajetória de melhoria, com a redução da pobreza e da extrema pobreza, impulsionada por fatores como o mercado de trabalho aquecido e programas de transferência de renda.

Impacto de Programas Sociais

O pesquisador do IBGE, André Geraldo de Moraes Simões, destaca o papel dos programas assistenciais, como o Auxílio Emergencial, na redução da pobreza em 2020. A retomada desses benefícios, com valores menores e restrições de acesso, e a fragilidade do mercado de trabalho contribuíram para o aumento da pobreza.

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A partir de 2022, com o mercado de trabalho aquecido e programas assistenciais com valores maiores, a situação melhorou.

O Bolsa Família e o Auxílio Brasil, com valores ampliados, também tiveram um impacto positivo, expandindo o grupo da população que recebia benefícios.

Extrema Pobreza em Declínio

A redução da extrema pobreza também foi notável, com o contingente passando de 9,3 milhões para 7,4 milhões em 2024. A proporção da população na extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%, atingindo o menor nível da série histórica.

Em 2012, quando a série histórica começou, a proporção da população na extrema pobreza era de 6,6%. Em 2021, o patamar alcançou 9% (18,9 milhões de pessoas).

Desigualdade Regional e Racial

Os dados do IBGE evidenciam a desigualdade regional e racial no Brasil. A pobreza e a extrema pobreza são maiores no Nordeste e no Norte, enquanto no Sudeste e no Sul as taxas são menores. A desigualdade racial também é um fator relevante, com a população branca apresentando taxas de pobreza e extrema pobreza inferiores às da população negra.

A população branca tem 15,1% de pobres e 2,2% na extrema pobreza, enquanto entre os pretos, a pobreza chega a 25,8% e a extrema pobreza a 3,9%. A população parda apresenta taxas intermediárias.

Índice de Gini em Nível Histórico

O Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, atingiu 0,504 em 2024, o menor valor da série iniciada em 2012. Isso indica uma redução significativa da desigualdade em comparação com anos anteriores.

O estudo do IBGE também considerou o impacto de programas sociais na redução da desigualdade, apresentando cálculos hipotéticos sobre a situação sem esses programas. Os resultados revelaram que a ausência de programas de transferência de renda aumentaria a desigualdade, conforme medido pelo Índice de Gini.

Além disso, o IBGE analisou o impacto de benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) na redução da pobreza entre os idosos, mostrando que a ausência desses benefícios aumentaria significativamente a pobreza e a extrema pobreza nessa faixa etária.

O levantamento também destacou que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais, enquanto a pobreza entre os empregados com carteira assinada foi menor.

Conclusão: Avanços Socioeconômicos no Brasil

Os dados do IBGE em 2024 demonstram avanços significativos na redução da pobreza e da extrema pobreza no Brasil, impulsionados por fatores como o mercado de trabalho aquecido e programas sociais. A diminuição do Índice de Gini e a redução da desigualdade regional e racial indicam uma melhora nas condições de vida da população brasileira.

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