Redução da Jornada: Impactos e Desafios para o Setor de Alimentos e Bebidas
A discussão sobre a redução da jornada semanal no Brasil reacendeu debates cruciais sobre custos, produtividade e o impacto social, especialmente no setor de bares e restaurantes. Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), alerta para as potenciais consequências dessa mudança, ressaltando a necessidade de uma análise cuidadosa e de medidas compensatórias.
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A principal preocupação reside no impacto financeiro. Solmucci estima que a adoção da escala de 40 horas semanais, sem compensações, poderia elevar os preços dos estabelecimentos em 8% a 10%. Essa elevação se deve, em parte, ao aumento da demanda por mão de obra extra para manter o funcionamento pleno, o que elevaria em cerca de 20% o custo com pessoal.
O setor, que já enfrenta fragilidade financeira, com 16% das empresas operando no prejuízo e 40% no limite do equilíbrio, não está preparado para absorver esse aumento.
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A complexidade da situação se agrava pela escassez de mão de obra qualificada. O setor possui atualmente cerca de 500 mil vagas abertas e 88% das empresas relatam dificuldade para preencher os postos. A demanda por profissionais qualificados, como gestores, cozinheiros, maîtres e sushiman, é particularmente alta, e a oferta é limitada.
Essa dificuldade se reflete em um aumento significativo da remuneração inicial, impulsionado pela competição por talentos.
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Para Solmucci, a discussão sobre a redução da jornada deve ser acompanhada de medidas que promovam a produtividade e a eficiência. Ele destaca a necessidade de aumentar a produção com menos horas de trabalho, buscando a melhoria do tratamento dos funcionários, a oferta de benefícios e a flexibilidade de horários.
No entanto, ele ressalta que a implementação dessa mudança deve ser feita com cautela, considerando os desafios e as consequências para o país.
Apesar da complexidade da situação, Solmucci reconhece que a discussão sobre a redução da jornada deve ser acompanhada de medidas que promovam a produtividade e a eficiência. Ele destaca a necessidade de aumentar a produção com menos horas de trabalho, buscando a melhoria do tratamento dos funcionários, a oferta de benefícios e a flexibilidade de horários.
No entanto, ele ressalta que a implementação dessa mudança deve ser feita com cautela, considerando os desafios e as consequências para o país.
