Redes Sociais e Apps viram armadilha: especialistas alertam sobre novo risco de violência sexual

Redes sociais viram palco de crimes sexuais! Especialistas alertam sobre o perigo de perfis falsos em apps de namoro. Saiba como se proteger!

16/04/2026 09:35

3 min

Redes Sociais e Apps viram armadilha: especialistas alertam sobre novo risco de violência sexual
(Imagem de reprodução da internet).

Redes Sociais e Aplicativos de Relacionamento Viram Ferramentas para Crimes de Violência Sexual

Especialistas em saúde e segurança pública alertam sobre um perigo crescente: redes sociais e aplicativos de relacionamento estão sendo manipulados para articular crimes de violência sexual contra mulheres. Criminosos utilizam essas plataformas para construir laços de confiança e, em seguida, atrair vítimas para encontros presenciais, onde ocorrem agressões e abusos.

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O Hospital da Mulher da Unicamp (Caism) tem monitorado esse cenário e registra um aumento preocupante na frequência desses tipos de casos. O mecanismo de abordagem virtual representa um desafio complexo para a sociedade.

O Mecanismo das Abordagens Virtuais e o Risco Tecnológico

Profissionais do Caism explicam que a tática dos agressores envolve a criação de identidades falsas, visando gerar uma “confiança ilusória” na vítima. Stephane de Freitas Schwarz, doutoranda em Ciência da Computação na Unicamp e pesquisadora do Laboratório de Inteligência Artificial, enfatiza a necessidade de cautela.

A Conexão entre Tecnologia e Vulnerabilidade

Schwarz alerta que o crescimento dos aplicativos e sites de relacionamento, somado à vida cada vez mais conectada e ao avanço da inteligência artificial, exige cuidados redobrados ao se expor nesses ambientes. O contato virtual progride até um encontro físico, que pode se revelar uma emboscada.

Segundo ela, mesmo estando preparada para um relacionamento, a cautela é fundamental. Perfis falsos criados com tecnologias generativas são cada vez mais comuns, exigindo atenção constante.

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Desafios para Profissionais de Saúde e Segurança

José Paulo de Siqueira Guida, coordenador do Ambulatório de Violência Sexual do Caism, aponta que usar a tecnologia como “isca” é um desafio recente para as autoridades e profissionais de saúde. A violência afeta mulheres de diferentes idades e condições, embora as estatísticas indiquem maior incidência entre mulheres pretas e de baixa renda.

Impacto Psicológico e o Cenário Digital

O impacto das agressões é descrito como devastador, comparável ao transtorno de estresse pós-traumático visto em veteranos de guerra. Os sintomas incluem ansiedade, hipervigilância e o afastamento da rotina social e profissional.

Este cenário digital é agravado pela disseminação de conteúdos misóginos, como os grupos “redpills”, que tendem a normalizar o ódio e a desumanização feminina.

Prevenção e Dados Alarmantes sobre Violência de Gênero

Especialistas recomendam cautela máxima ao interagir em ambientes virtuais. Orientações de segurança incluem verificar a coerência dos perfis e desconfiar de comportamentos excessivamente perfeitos.

É crucial evitar compartilhar dados pessoais sensíveis ou informações financeiras. Em encontros presenciais, o ideal é escolher locais públicos e movimentados, sempre informando pessoas de confiança sobre o local e o horário.

Márcia Lopes, ministra das Mulheres, apontou que o Brasil enfrenta uma epidemia de violência de gênero, com 1.568 feminicídios registrados em 2025, um aumento expressivo comparado a 2015. O Caism oferece acolhimento especializado, mas a subnotificação ainda dificulta o dimensionamento real do problema no país.

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