Recessão nos EUA: Alerta de Economistas e Projeções Alarmantes!
Alerta de recessão nos EUA: projeções alarmantes! Conflito com o Irã intensifica riscos de crise. Economistas preveem queda do PIB e incerteza. 🚨
Aumento da Incidência de Projeções de Recessão nos EUA
Analistas econômicos têm elevado suas projeções de recessão nos Estados Unidos, impulsionados pelas pressões econômicas decorrentes do conflito com o Irã. O aumento dos preços do petróleo e o receio de uma inflação mais elevada são os principais fatores que contribuem para essa crescente preocupação. A situação econômica americana se encontra em um momento de incerteza, com riscos de recessão em ascensão.
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A Moody’s Analytics elevou sua projeção de recessão para 48,6%, próximo do pico anterior de 49% divulgado na semana passada. O economista-chefe Mark Zandi expressou sua preocupação com os riscos elevados e em ascensão, alertando que uma retração econômica é uma ameaça real. O Goldman Sachs também aumentou a probabilidade de recessão nos próximos 12 meses para 30%, ante 25%, e reduziu sua estimativa de crescimento do PIB no ano para 2,1%.
Diversas instituições, incluindo Wilmington Trust e EY-Parthenon, também ajustaram suas projeções para cima. Gregory Daco, economista-chefe do Wilmington Trust, alertou que essa probabilidade pode “subir rapidamente” caso a guerra com o Irã se prolongue ou se amplie, com a inflação podendo se aproximar de 5%. A plataforma Polymarket indicou 35% de chance de recessão até o fim de 2025, uma leve queda após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos e o Irã tiveram conversas de paz “produtivas”.
Uma recessão é caracterizada por dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do Produto Interno Bruto (PIB). O National Bureau of Economic Research (NBER) define uma queda significativa da atividade econômica, disseminada pela economia e que dura mais do que alguns meses. O Departamento de Comércio revisou a estimativa de crescimento econômico do quarto trimestre de 2025 de 1,4% para 0,7%, indicando uma desaceleração mais intensa do que o esperado anteriormente.
A percepção dos americanos sobre a economia também está mudando. A prévia da pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan para março indicou que os consumidores estavam mais otimistas antes do início da guerra, um avanço que foi “apagado” na semana seguinte. A pesquisa, amplamente acompanhada, será atualizada em 27 de março.
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O Conference Board divulgará seu índice de confiança do consumidor em 31 de março. A expectativa é de queda após uma melhora registrada a partir de uma mínima de 12 anos em janeiro, quando a instituição reportou um “colapso” na confiança econômica dos americanos. Mesmo com a taxa de desemprego subindo para 4,4% em fevereiro, o enfraquecimento do mercado de trabalho ainda não alterou de forma significativa as probabilidades de recessão.
A chamada regra de Sahm, um indicador de recessão, estabelece que uma retração começa quando a média de três meses da taxa de desemprego sobe 0,5 ponto percentual em relação ao menor nível médio de três meses do ano anterior. Esse indicador, monitorado pelo Federal Reserve, aponta atualmente uma probabilidade menor do que a observada em 2024.
O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, afirmou no início do mês que, mesmo que a guerra com o Irã se prolongue, “isso não deve afetar com peso a economia dos EUA”. Ele acrescentou que o conflito pode “prejudicar os consumidores, e teremos que avaliar como lidar com isso, mas essa não é nossa principal preocupação neste momento”.
Diversas instituições, incluindo Wells Fargo, Oxford Economics e Vanguard, alertaram que preços do petróleo elevados poderiam desencadear uma recessão. A Vanguard destacou que os preços do petróleo precisariam se manter acima do recorde histórico de US$ 147 ao longo do ano para provocar esse cenário. O Fed já havia alertado, em 2001, que a alta dos preços da commodity costuma anteceder a maioria das recessões.
A situação econômica americana se encontra em um momento de incerteza, com riscos de recessão em ascensão. Acompanhar a evolução da percepção dos americanos sobre a economia e as projeções de diferentes instituições é crucial para entender a trajetória da economia dos Estados Unidos.
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