Reação do Brasil à intervenção dos EUA na Venezuela causa divisão. Políticos como Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro comemoram ação, enquanto PT e MDB a condenam. CUT e CONDSEF criticam intervenção
Na manhã de 3 de janeiro de 2026, o mundo reagiu com choque e preocupação à ação militar dos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela. A captura do presidente e de sua esposa, Cilia Flores, gerou uma onda de críticas e manifestações de apoio à Venezuela, com diversas instituições e políticos brasileiros expressando suas opiniões sobre o ocorrido.
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A ação, que visava, segundo o governo americano, garantir a segurança e estabilidade na região, foi amplamente vista como uma violação da soberania venezuelana e uma ameaça à paz e à segurança na América Latina. A reação do Brasil foi marcada por uma divisão de opiniões, refletindo a complexidade do cenário político internacional.
Diversos políticos e partidos brasileiros se manifestaram sobre a intervenção militar. Nikolas Ferreira, do PL em Minas Gerais, comemorou a ação como uma “inspiração”, enquanto Flávio Bolsonaro, também do PL no Rio de Janeiro, elogiou a iniciativa, destacando a necessidade de mudanças na administração venezuelana.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, se manifestou em nome do PL Mulher, em “solidariedade ao povo venezuelano”.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) expressou o desejo de que a Venezuela reencontre o caminho da democracia e da autonomia, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) condenou a ação como uma “grave agressão internacional” e uma “violação da soberania nacional”.
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As principais Centrais Sindicais brasileiras, incluindo a CUT e a CONDSEF, manifestaram sua preocupação com a intervenção militar, considerando-a uma “afronta direta à estabilidade democrática” e uma “prática imperialista”. A CONDSEF, em particular, criticou a ação como “uma absoluta ilegalidade à luz da legislação internacional”.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (CONDSEF) também se manifestou, destacando a ilegalidade da ação e a necessidade de que o governo Trump interrompesse suas práticas imperialistas.
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) classificou a operação como “terrorismo internacional”, enquanto o PSDB e o PSOL repudiaram veementemente a ação, considerando-a uma “violação da autodeterminação da Venezuela”. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acusou a ação de “desaparecimento forçado” do presidente Maduro.
A CUT, por sua vez, criticou a intervenção como uma “afronta direta à estabilidade democrática” e uma “prática imperialista”, enquanto a Centros Sindicais (CONDSEF) enfatizou a necessidade de que o governo Trump interrompesse suas práticas imperialistas.
A intervenção dos EUA na Venezuela gerou uma onda de preocupação em toda a América Latina, com líderes regionais expressando sua preocupação com a escalada da tensão e o impacto na estabilidade da região. O governo Trump, por sua vez, sinalizou que a questão venezuelana poderia se estender a outros países da região, incluindo Cuba e Colômbia.
O fato marca uma mudança nas relações entre os EUA e os países latino-americanos, com o governo Trump adotando uma postura mais assertiva em relação à Venezuela e à região.
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