Raul Jungmann, ex-ministro, falece aos 73 anos. Jurista e político, Jungmann atuou em cargos como Ibama e Incra, além de defender o STF em 2022.
O ex-ministro Raul Jungmann faleceu no sábado, 18, aos 73 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e enfrentou a doença por vários anos.
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Raul Jungmann nasceu em Recife (PE) em 3 de abril de 1952. Ele iniciou seus estudos em Psicologia na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) em 1976, porém, não completou o curso.
Durante sua trajetória política, Jungmann esteve ligado a diversos partidos. Ele foi militante no Partido Comunista Brasileiro (PCB) durante a ditadura militar e, posteriormente, se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e ao Diretas Já. A década de 1990 viu sua participação na fundação do Partido Popular Socialista (PPS), onde permaneceu por mais de 20 anos, com algumas interrupções.
Em 2019, o partido passou a se chamar Cidadania.
Jungmann ocupou diversos cargos no governo. Inicialmente, foi secretário de Planejamento de Pernambuco (1990-1991). Posteriormente, presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) (1995-1996) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) (1996-1999). Ele também atuou como ministro em governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
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Como ministro, Jungmann assumiu o cargo de ministro extraordinário de Política Fundiária em 1996. Em 1999, a pasta passou a ser conhecida como Ministério do Desenvolvimento Agrário, permanecendo sob sua liderança até 2002. Mais tarde, foi nomeado ministro da Defesa por Michel Temer em 2016.
Além de sua atuação ministerial, Jungmann também foi deputado federal em diferentes períodos: entre 2003 e 2006 pelo PMDB, de 2007 a 2010 pelo PPS e de 2015 a 2018 novamente pelo PPS. Nos últimos anos, atuou como diretor do Ibram.
Em 2022, Raul Jungmann estava na direção do Ibram quando participou do grupo de ex-ministros que assinaram um manifesto de apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e seus magistrados, em resposta a sanções impostas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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