Ex-Ministro Raul Jungmann é homenageado após falecimento aos 73 anos
Familiares e amigos prestaram tributo ao ex-ministro Raul Jungmann, que faleceu aos 73 anos. A despedida ocorreu na segunda-feira, 19 de janeiro de 2025, na capela 1 do cemitério Campo da Esperança, em Brasília, onde o corpo foi cremado. Jungmann estava internado no Hospital DF Star, onde recebia tratamento por um câncer no pâncreas, diagnosticado no segundo semestre de 2024.
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Nas últimas semanas, permaneceu em casa sob cuidados paliativos, mas necessitou de hospitalização no fim de semana anterior.
Reações de Autoridades e Líderes Políticos
A morte de Jungmann gerou diversas homenagens. O ministro do STF Gilmar Mendes destacou as “múltiplas contribuições” do ex-ministro ao país, ressaltando sua atuação no setor de mineração e sua capacidade de promover o diálogo entre diferentes posições.
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Outros líderes, como o presidente da Apex, Jorge Viana, e o vice-presidente do Ibram, general Fernando Azevedo e Silva, também expressaram condolências e reconheceram o legado de Jungmann.
Trajetória Política e Cargos Públicos
Raul Jungmann iniciou sua carreira política como secretário de Planejamento do Governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991, no governo de Miguel Arraes. Durante a ditadura militar, foi filiado ao MDB, que era de oposição ao regime. Ao longo de sua trajetória, ocupou diversos cargos, incluindo a presidência do Ibama, o Ministério Extraordinário de Política Fundiária e a presidência do Desenvolvimento Agrário.
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Também foi deputado federal por três mandatos, filiado ao MDB e depois ao PPS.
Contribuições no Setor de Mineração
Nos últimos anos, Jungmann se consolidou como uma figura importante no setor de mineração brasileiro, atuando no Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), uma organização privada que representa cerca de 300 empresas do setor. Em 2025, ele afirmou que a demanda global por minerais triplicaria devido ao aumento do uso de baterias e equipamentos associados à energia renovável, defendendo uma maior intensidade da mineração no Brasil.
Mauro Sousa, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, ressaltou o legado de Jungmann na promoção da mineração responsável e na transição energética.
