Ratinho Jr. em Crise: Decisão Surpreende e Revela Dinâmicas Regionais no Brasil

Ratinho Jr. muda de estratégia! Cientistas apontam influência local e ascensão de Moro na decisão. Veja como a política regional impacta a disputa pela presidência em 2026

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(Imagem de reprodução da internet).

Dinâmicas Regionais Impulsionam Decisão do Governador do Paraná

A recente mudança de estratégia do governador do Paraná, Ratinho Jr., reflete a importância das forças políticas locais na definição de rumos presidenciais no Brasil. Segundo o cientista político Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, a política, em sua essência, está intrinsecamente ligada ao contexto regional.

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Barreto enfatizou que o movimento foi fortemente influenciado pela ascensão de Sergio Moro, com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), um dos principais pré-candidatos à presidência da República.

Barreto observou que a candidatura de Moro, aliada ao apoio de Flávio Bolsonaro, minou os planos presidenciais de Ratinho Jr., que se via em desvantagem dentro do próprio estado. O analista argumentou que Ratinho Jr. considerou insuficiente o potencial político de possíveis sucessores no estado, diante de um concorrente tão competitivo como Moro.

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A lista de nomes que poderiam ter sido considerados incluía Guto Silva, atual secretário das Cidades; Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba que migrou do PSD para o MDB; e Alexandre Curi, presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná).

Barreto ressaltou que nenhum dos candidatos à sucessão de Ratinho Jr. teria conseguido enfrentar Moro com recursos próprios. “Nenhum deles teria a força necessária para competir com Moro”, afirmou. O cientista político destacou que o principal risco para Ratinho Jr. era a perda de influência local, enquanto se concentrava em uma campanha nacional. “Enquanto ele estivesse dedicado à campanha presidencial, corria o risco de perder o controle da política local”, explicou.

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A alternativa de disputar o Senado também foi descartada. Barreto apontou que a idade do vice-governador, Darci Piana (PSD), com 84 anos, seria um fator limitante para o engajamento na campanha. “O vice-governador não conseguiria se dedicar à campanha”, ressaltou.

Barreto concluiu que a única saída viável para Ratinho Jr. seria aceitar a oferta de Flávio Bolsonaro, com uma candidatura ao Senado que envolvesse apoio mútuo. Sem essa aliança, a decisão final foi pragmática: preservar o poder regional. “Ele preferiu manter o controle local, mesmo que isso significasse abrir mão da tentativa de concorrer ao Palácio do Planalto”, finalizou.

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