Raízen enfrenta turbulência: Moody’s rebaixa rating e busca soluções! A gigante da energia tem seu rating impactado, gerando preocupação no mercado. Saiba mais!
A Raízen recebeu nesta manhã um novo golpe em sua situação financeira, com a agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil rebaixando seu rating corporativo de ‘AAA.Br’ para ‘CCC+.Br’, e alterando a perspectiva para “em revisão para rebaixamento”.
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Essa avaliação ocorre em um momento delicado, após rebaixos recentes por parte da S&P Global e Fitch Ratings, o que demonstra a crescente preocupação do mercado com a saúde financeira da empresa.
Segundo a Moody’s, a decisão reflete o aumento do risco de reestruturação da dívida, um fluxo de caixa operacional negativo, e a necessidade de amortizações de dívidas em um curto período. A agência também apontou dificuldades para a Raízen conseguir novas linhas de crédito e a contratação de consultores financeiros, o que sugere que a empresa está se preparando para negociações com seus credores.
Diante desse cenário, a Raízen tem tomado medidas para fortalecer sua liquidez e otimizar sua estrutura de capital. A empresa contratou os escritórios Pinheiro Neto e Cleary Gottlieb como assessores, um movimento que indica a alta probabilidade de uma reestruturação da dívida, especialmente após sinais de enfraquecimento da capitalização e das vendas de ativos que haviam sido previstas anteriormente.
Além disso, a Raízen está avaliando alternativas para reforçar seu capital, incluindo a possibilidade de atrair novos investidores. A situação da empresa se agrava ainda com o prejuízo líquido superior a R$ 2,3 bilhões reportado em novembro, e uma dívida líquida de R$ 53,4 bilhões em setembro de 2025.
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A situação da Raízen também é complexa na Argentina, onde a Mercuria Energy Group, uma trading suíça do setor de energia e commodities, avançou com uma oferta para adquirir uma refinaria e centenas de postos de combustíveis da empresa. Essa transação pode ultrapassar US$ 1 bilhão, embora ainda não haja um acordo vinculante.
A Raízen tem implementado uma estratégia de desinvestimentos para recompor liquidez e restaurar a confiança de investidores e credores. A empresa anunciou uma série de medidas, incluindo a venda de ativos não essenciais, a redução do Capex, especialmente em projetos de etanol de segunda geração, cortes nos dividendos, mudanças na alta administração e maior rigor no controle de custos e eficiência operacional.
A S&P acredita que a empresa pode reduzir a alavancagem para cerca de 2,5 vezes até o fim do ano fiscal de 2026, mas ressalva que a volatilidade e a sazonalidade do setor representam riscos adicionais ao processo. A venda dos ativos na Argentina à Mercuria seria um passo crucial nessa estratégia.
A Raízen deve divulgar ainda esta semana os resultados do terceiro trimestre da safra 2025/2026, em meio às negociações para venda de ativos e ao esforço de desalavancagem. A empresa busca, com essas medidas, reverter a situação financeira e recuperar a confiança do mercado.
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