Raízen Enfrenta Resistência de Credores em Busca de Revitalização
Uma proposta para reestruturar a produtora de açúcar, etanol e distribuidora de combustíveis Raízen está encontrando forte resistência por parte dos credores, segundo informações divulgadas à Reuters. Pessoas próximas às negociações revelaram que a maior produtora mundial de açúcar – uma joint venture entre a Shell e o grupo Cosan – registrou um prejuízo líquido de R$15,6 bilhões no último trimestre e expressou “incerteza relevante” sobre sua capacidade de continuar operando.
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O BTG Pactual, que possui uma participação acionária significativa na Cosan, propôs a divisão da empresa em duas unidades distintas. A unidade de postos de combustíveis receberia capital novo do banco, mas essa ideia não agradou aos credores, que preferem manter a Raízen unificada para acelerar a recuperação da dívida.
Eles pressionam os acionistas a injetarem o máximo de capital possível na empresa.
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A situação da Raízen chamou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com representantes do BNDES e da Petrobras para discutir a questão. Embora Lula tenha demonstrado preocupação, ele não fez nenhum pedido formal de ação.
O BNDES e a Petrobras, que estão avaliando outros investimentos em biocombustíveis, ainda não se mostraram interessados em capitalizar a Raízen.
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A Raízen necessita de mais de R$20 bilhões em capital novo para superar suas dificuldades financeiras. A empresa viu sua dívida líquida subir para R$55,3 bilhões no final de dezembro, devido a fatores como investimentos pesados, condições climáticas desfavoráveis e incêndios nos canaviais, que impactaram negativamente a produção de açúcar e etanol.
