Economista alerta para riscos da política fiscal do governo! Rafaela Vitoria prevê aumento da Selic e critica o arcabouço fiscal. Saiba mais!
Em uma entrevista ao Poder360, realizada em Brasília em 5 de fevereiro de 2026, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitoria, emitiu um alerta sobre os efeitos da política fiscal expansionista do governo. A especialista argumenta que essa política, que envolve um aumento nos gastos públicos, está contribuindo para o aumento das taxas de juros e para a deterioração das contas públicas do país.
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Segundo Vitoria, o impulso fiscal não pode se prolongar, pois o país não conseguirá crescer acima do seu potencial apenas com estímulos governamentais.
Vitoria explicou que o “desajuste fiscal” é um dos principais fatores que elevam a taxa básica de juros, a Selic. Ela ressaltou que a política fiscal expansionista, combinada com o aumento da demanda, pressiona o Banco Central a manter as taxas de juros em níveis elevados.
A economista também mencionou que os agentes do mercado cobram um prêmio de juros ao comprar títulos do Tesouro, devido à desconfiança em relação à saúde das contas públicas.
A economista criticou o arcabouço fiscal do ministro da Fazenda, argumentando que ele não cumpriu o objetivo de controlar as despesas e não acionou os mecanismos de contenção previstos. Segundo Vitoria, o governo lançou as novas regras com a expectativa de que as receitas crescessem mais do que as despesas, mas essa previsão não se concretizou.
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Além disso, a economista apontou a falta de esforço voluntário do Executivo para conter os gastos.
A economista espera que o Banco Central inicie um ciclo de flexibilização monetária, com cortes graduais nas taxas de juros. Ela prevê um corte inicial de 50 pontos base, reduzindo a Selic de 15% para 14,50%. Vitoria defende um ritmo cauteloso de redução, com espaço para diminuir os juros até cerca de 12,5%, dependendo do cenário fiscal e da volatilidade eleitoral.
A economista enfatiza a importância da autonomia da autoridade monetária na escolha dos novos diretores do Banco Central, defendendo a menor interferência política possível.
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