Queda no Software em 2026: O que os investidores devem fazer com os valuations?

A Queda no Setor de Software e a Reavaliação dos Investimentos em 2026
A queda acentuada das ações de empresas de software em 2026, que já atinge 25% no acumulado do ano, está forçando uma reavaliação mais ampla do setor. Isso cria um cenário de disputa entre investidores, que precisam decidir se aproveitam os valuations reduzidos ou se afastam de um segmento sob pressão devido à rápida evolução da inteligência artificial.
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Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, parte do mercado já começou a testar essa tese, embora ainda não haja um consenso claro sobre o momento ideal para investir. Curiosamente, o setor registrou uma alta expressiva nos dois últimos dias de negociação, com movimentos notáveis.
Desempenho Recente das Gigantes de Tecnologia
Neste período recente, a Oracle acumulou uma valorização de 18%, enquanto a Microsoft avançou cerca de 6%. O principal ETF do setor, o iShares Expanded Tech-Software Sector ETF (IGV), também acompanhou essa tendência, subindo 6,4%.
A Influência Estrutural da Inteligência Artificial
O pano de fundo dessa correção parece ser mais estrutural do que puramente cíclico, conforme dados analisados pela Bloomberg. As dúvidas sobre a relevância de certos produtos de software surgem com o avanço acelerado da IA.
A questão central envolve o impacto direto sobre preços, crescimento de receita e margens — pilares que sustentaram, por anos, os múltiplos elevados do setor. Em contraste, a ação da Oracle mostra uma queda de 12,66% em 2026, e a Microsoft recua 14,95%, colocando ambas entre as maiores perdas do grupo.
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Valuations Atrativos em Comparação Histórica
O índice S&P North American Expanded Technology Software, acompanhado pelo IGV, está sendo negociado em torno de 21 vezes o lucro projetado. Este patamar é inferior à média dos últimos dez anos, que se aproxima de 34 vezes.
A Salesforce negocia abaixo de 13 vezes o lucro estimado, distanciando-se da média histórica de 45 vezes na última década. Já a Adobe apresenta um patamar abaixo de dez vezes, comparado à média de 30 vezes.
Visões de Especialistas sobre o Setor
“O medo acabou superando os fundamentos em muitos aspectos”, comentou Emily Roland, co-chefe de estratégia de investimentos da Manulife John Hancock Investments, em entrevista à Bloomberg.
Roland ponderou que a ideia de que a IA eliminará grande parte das empresas de software parece prematura. Dados da Bloomberg Intelligence apontam que o lucro das empresas de software e serviços deve crescer 16,5% em 2027, superando os 15,7% previstos no final de fevereiro.
Mercado Dividido Entre Oportunidade e Cautela
Jonathan Dane, diretor de investimentos da Defiant Capital Group, afirmou à Bloomberg que “os fundamentos não são de todo ruins no de software”. Ele destacou que “Microsoft e Oracle estão se destacando como empresas que começam a ficar realmente atraentes”.
Por outro lado, a velocidade das transformações tecnológicas mantém parte dos investidores cautelosos. Brad Conger, diretor de investimentos da Hirtle Callaghan & Co., apontou que o cenário é muito volátil. Brian Kersmanc, gestor de portfólio da GQG Partners, comparou a situação a um “incêndio florestal que vai limpar a vegetação rasteira.
Eventualmente, conseguiremos ver quais árvores são as mais fortes.”
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