Qual seu estilo de apego? Descubra como entender seus laços afetivos com Dr. Amir Levine!

Entendendo os Estilos de Apego em Relacionamentos
Ao receber um bilhete rabiscado com a mensagem “Me ligue. Precisamos conversar” após uma longa viagem, qual seria sua reação? As opções variam desde a ansiedade imediata até o desinteresse, refletindo padrões emocionais profundos.
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Segundo o Dr. Amir Levine, professor associado de psiquiatria clínica na Universidade Columbia, sua resposta a essa situação é um reflexo direto do seu estilo de apego. Essa teoria explica como nos sentimos seguros ou inseguros nos laços afetivos e como reagimos a sinais de incerteza.
Os Quatro Estilos de Apego e Suas Manifestações
Se você não escolheu a opção que sugere entusiasmo e expectativa positiva, pode estar lidando com dinâmicas complexas de intimidade e rejeição. Levine aborda isso em seu livro mais recente, “Secure: The Revolutionary Guide to Creating a Secure Life”, lançado em 14 de abril.
Este trabalho complementa o sucesso de “Attached”, livro de 2010, que popularizou a ciência do apego. Os conceitos continuam relevantes, seja em consultas terapêuticas ou em conversas cotidianas sobre conflitos interpessoais.
Características de Cada Estilo
Historicamente, os estilos de apego são moldados pela forma como os pais ofereceram segurança emocional e relacional. A validação de sentimentos e a disponibilidade parental são fatores cruciais nesse desenvolvimento inicial.
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O Dr. Levine detalha como cada estilo se manifesta na vida adulta. Os indivíduos com apego ansioso, por exemplo, demonstram grande sensibilidade à rejeição, monitorando constantemente o humor do parceiro.
Já quem possui apego evitativo tende a ver a proximidade como uma ameaça à sua independência, afastando-se em momentos de maior intimidade. Os indivíduos com apego desorganizado misturam características, criando um ciclo confuso de atração e repulsão.
Construindo um Apego Seguro e Estável
Ter um estilo de apego seguro significa sentir-se confortável com a natural oscilação dos relacionamentos, sem se sentir constantemente ameaçado. Essas pessoas geralmente possuem uma autoestima mais sólida e conseguem estabelecer limites saudáveis.
Levine aponta cinco pilares fundamentais para essa segurança: consistência, disponibilidade, responsividade, confiabilidade e previsibilidade (CDRCP). A consistência, por exemplo, implica manter um ritmo regular de contato e apoio mútuo.
Estratégias para o Desenvolvimento Pessoal
Embora o trabalho pessoal seja importante, o Dr. Levine enfatiza a necessidade de avaliar a segurança dentro dos círculos sociais. É preciso priorizar conexões que demonstrem os cinco pilares citados, em vez de se prender a padrões dramáticos.
Ao enfrentar “ameaças” nos relacionamentos, é útil questionar o que uma pessoa segura faria. Se o padrão é de protesto ou ruminação excessiva, questionar a razoabilidade dessas reações é um passo importante.
Para quem foge da proximidade, aconselha-se comunicar a necessidade de espaço de forma que também se tranquilize o outro sobre o compromisso. Estabelecer expectativas realistas e pedir pequenos favores podem ajudar a diminuir a dependência excessiva da autossuficiência.
Busca por Apoio Profissional
Embora a leitura possa trazer clareza, reconhecer os limites é vital. Se a luta for intensa, buscar ajuda especializada é fundamental. Terapias como a cognitivo-comportamental e a comportamental dialética mostraram-se eficazes para fortalecer a autoestima e gerenciar emoções difíceis.
É recomendável procurar indicações através do médico ou da operadora de saúde, ou realizar pesquisas direcionadas para encontrar um terapeuta adequado ao seu caso.
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