PwC e FGV EAESP revelam: 95% veem benefícios da convivência intergeracional no trabalho, mas apenas 65% têm programas estruturados. Liderar equipes exige adaptação e escuta contínua
A dinâmica do trabalho está sendo transformada pela interação entre profissionais de diferentes gerações. A combinação de habilidades e experiências de Baby Boomers, Geração X, Millennials, Geração Z e Alpha, que compartilham projetos e decisões, apresenta desafios e oportunidades para as organizações.
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Liderar equipes nesse contexto exige uma compreensão profunda das expectativas e necessidades de cada geração, adaptando as práticas de gestão para promover um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo.
A crescente diversidade geracional no ambiente de trabalho exige que as empresas adotem novas práticas de gestão, baseadas em escuta contínua e análise de dados. A Pesquisa de Diversidade Geracional 2024, realizada pela PwC Brasil em parceria com a FGV EAESP, revela que 95% dos participantes reconhecem os benefícios dessa convivência, mas apenas 65% das empresas possuem programas estruturados para lidar com essa questão.
Essa lacuna demonstra a urgência de as organizações investirem em soluções que permitam compreender e atender às necessidades de cada geração.
As diferenças de expectativas entre as gerações se manifestam no dia a dia das equipes. Por exemplo, equipes mais jovens tendem a preferir retornos rápidos e diretos, enquanto profissionais com mais tempo de carreira valorizam ciclos mais formais.
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Para liderar com sucesso equipes multigeracionais, é essencial desenvolver competências como comunicação clara e inclusiva, criação de segurança psicológica, mediação ativa de expectativas, prática consistente de feedback e alfabetização em dados aplicados à gestão de pessoas.
A escuta contínua se consolidou como uma prática fundamental para reduzir ruídos entre gerações e orientar decisões. Ao captar as percepções do time de forma consistente, as lideranças podem identificar rapidamente onde surgem atritos geracionais e ajustar suas estratégias, evitando soluções padronizadas antes que os problemas impactem o engajamento e a retenção.
A tecnologia, como a plataforma da Pin People, pode auxiliar nesse processo, transformando centenas de milhares de comentários em inteligência acionável, permitindo que as empresas tomem decisões baseadas em evidências e não em intuição.
Para as próximas gerações, o que irá orientar a evolução da liderança e da experiência das pessoas colaboradoras são: bem-estar como estratégia de negócio; ambientes multigeracionais bem-orquestrados; IA aplicada com equilíbrio humano; lideranças no centro da experiência; gestão analítica contínua.
Essas frentes não são isoladas. Elas funcionam em sinergia quando sustentadas por uma prática consistente de escuta organizacional.
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