Carnaval e Tensão Política em 2006
Em 2006, o PT tentou impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera desfilasse com um carro alegórico que homenageava José Serra, então prefeito de São Paulo, e Ricardo Alckmin, então governador de São Paulo, ambos do PSDB. A disputa política da época, com Lula buscando a reeleição em seu primeiro mandato, acirrou os ânimos entre os partidos.
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Pedido de Intervenção Judicial
O vereador Arselino Tatto (PT) entrou com um pedido na Justiça para evitar que o carro alegórico com as homenagens aos tucanos entrasse na avenida durante o desfile da Leandro de Itaquera, no Grupo Especial. A ação demonstrava a forte oposição política da época.
Investigação e Patrocínio
Após o desfile, a bancada do PT na Câmara Municipal tentou instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar um possível patrocínio da Nossa Caixa, banco estadual paulista, à Liga Independente das Escolas de Samba. A investigação também abordava a participação de funcionários do banco no desfile, com fantasias doadas pela escola.
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Investimento e Enredo
A prefeitura paulistana havia destinado R$ 300 mil para cada agremiação naquele Carnaval. O enredo da escola Leandro de Itaquera abordava “festas populares que nascem das águas”, utilizando como contexto as obras de rebaixamento da calha do rio Tietê.
Além de Serra e Alckmin, a agremiação incluiu no último carro alegórico um busto de Mário Covas, ex-governador paulista morto em 2001.
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Patrocínio e Investimento
O investimento total no Carnaval naquele ano atingiu R$ 1,5 milhão, superior ao investimento de 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar resultados do banco de 2005. A Embratur, agência federal, realizou um acordo com a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e repassou 12 milhões de reais para as 12 escolas.
