Redução de Leitos em Especialidades do SUS Alerta para a Gestão
O governo federal, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), implementou a desativação de mais de 2.800 leitos em áreas cruciais como psiquiatria, obstetrícia e pediatria, que são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2023 e 2025, observou-se uma redução significativa na oferta de serviços nessas especialidades, com 1.885 leitos psiquiátricos, 679 leitos obstétricos e 302 leitos pediátricos sendo desativados.
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Dados Revelam Tendência de Redução
O levantamento, conduzido pelo Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e formação política do PSDB, utilizou dados públicos do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Poder360 confirmou a veracidade dos números nas plataformas públicas.
A análise demonstra uma tendência preocupante, especialmente no que tange à oferta de leitos clínicos, que permaneceu praticamente inalterada, com a abertura de apenas 627 unidades.
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Desempenho Divergente nas Especialidades
Contrariando a situação geral, o governo obteve um desempenho mais positivo na expansão de leitos cirúrgicos, com a criação de 7.526 novas unidades desde 2023. Essa disparidade levanta questões sobre a priorização de áreas de saúde em detrimento de outras, gerando debates sobre a adequação da política de saúde nacional.
Histórico de Redução e Contexto Atual
É importante ressaltar que o cenário atual se insere em um histórico de redução de leitos no SUS. Entre 2005 e 2025, o número total de leitos ofertados pelo sistema diminuiu de 354.666 para 316.529. Apesar dessa redução, o número de unidades disponíveis em 2025 representou o maior volume desde 2014, indicando uma complexa dinâmica no setor.
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Falta de Comentário do Ministério da Saúde
O Poder360 buscou o Ministério da Saúde para obter uma declaração oficial sobre a queda na oferta de leitos nas especialidades mencionadas. Até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta da pasta. A ausência de um posicionamento oficial intensifica as incertezas em relação à estratégia do governo em relação à saúde.
