Éden Valadares, chefe de comunicação do PT, expressou preocupação com o impacto das grandes plataformas de tecnologia na política brasileira. Ele argumentou que essas empresas possuem um poder considerável de influência, tanto em nível coletivo quanto individual, representando um desafio para o país e para o mundo, devido à falta de transparência em relação ao funcionamento de seus algoritmos.
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Desafios da Inteligência Artificial
Valadares destacou o nível de sofisticação na criação de conteúdo por meio de inteligência artificial, afirmando que isso dificulta a capacidade dos eleitores de discernir a veracidade das informações. Ele ressaltou uma tendência das plataformas em favorecer a direita, reforçando a necessidade de regulamentação.
Defesa da Regulamentação
O PT defende que a regulamentação das redes sociais é uma medida necessária para proteger a lisura das eleições, evitando qualquer tendência de viés ideológico. Valadares mencionou que outros países, como a Austrália, já adotaram essa abordagem, demonstrando que a regulamentação não é um obstáculo.
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Soberania Digital e Organização Política
Além da regulamentação, Valadares enfatizou a importância da soberania digital do Brasil, buscando garantir a independência na construção, proteção e fluxo de dados e informações, em contraposição ao monopólio das big techs. Ele ressaltou a necessidade do PT estar organizado nas plataformas onde a militância e a sociedade brasileira estão presentes, como o WhatsApp, para disputar votos e apresentar seus projetos.
Diálogo com o TSE e Combate à Desinformação
O chefe de comunicação do PT também informou que estabeleceu um diálogo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fortalecer a equipe de combate à desinformação, com um investimento robusto em técnicos e tecnologia. Em março de 2024, o TSE já possuía o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia.
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A discussão sobre a atuação do tribunal, incluindo preocupações com a liberdade de expressão, continua relevante.
Segurança Pública e o Debate Político
Em relação à segurança pública, Éden Valadares a classificou como uma “prioridade zero” do governo. Ele criticou a percepção de que a direita tem perdido espaço no debate, mencionando a necessidade de abordar questões como corrupção e impunidade, em referência a políticas governamentais como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública.
