Tensão no Tapajós: Indígenas bloqueiam porto e indústria em crise! Protestos contra hidrovida no Pará geram caos e exigências da ATP. Saiba mais!
Em fevereiro de 2026, a região do Tapajós, no Pará, se tornou palco de intensos confrontos entre indígenas e a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). A disputa, que começou em janeiro, envolve a oposição aos planos do governo federal de incluir a hidrovida no Programa Nacional de Desestatização (PND), o que gerou preocupações sobre a privatização do rio e o impacto no modo de vida das comunidades locais.
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Os indígenas, representando 14 povos da região, bloquearam o acesso ao terminal da Cargill em Santarém, interceptaram balsas e realizaram atos de vandalismo contra equipamentos e estruturas operacionais. A ATP denunciou as ações como “inaceitáveis” e incompatíveis com qualquer forma legítima de protesto, ressaltando que as reivindicações se referem a matérias de competência exclusiva do governo federal.
Os episódios de protesto incluíram a destruição de equipamentos, ameaças aos trabalhadores e a restrição da liberdade de funcionários. A Cargill, por sua vez, classificou as ações como “violentas” e acionou planos de emergência após o vandalismo em sua sede em São Paulo e a invasão do terminal portuário de Santarém.
A ATP solicitou às autoridades que restabelecessem a posse e o funcionamento seguro do terminal, garantissem a segurança dos funcionários, permitissem perícias e investigações e protegessem o patrimônio público e privado. A empresa também exigiu medidas para garantir a segurança de seus funcionários e a continuidade das operações.
A inclusão da Hidrovia do Rio Tapajós no PND, decretada em agosto de 2025, intensificou o conflito. O governo federal argumenta que o decreto apenas visa a realização de estudos técnicos e que qualquer decisão futura dependerá de licenciamento ambiental e consulta às comunidades afetadas, conforme a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
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Para os indígenas, a medida representa o início de um processo que pode consolidar o uso intensivo do rio para o escoamento de commodities, com impactos negativos na pesca, segurança alimentar, sítios arqueológicos e fauna. O Conselho Indígena Tupinambá, que reúne 18 territórios indígenas, também se manifestou contra o decreto, denunciando a falta de consulta prévia e o aumento da violência na região.
O debate sobre o futuro da Hidrovia do Rio Tapajós continua, com o governo defendendo que a inclusão no PND é apenas uma etapa técnica e os povos indígenas alertando para os riscos de uma privatização que pode comprometer o modo de vida e o meio ambiente da região.
A situação no Tapajós demonstra a complexidade dos conflitos envolvendo questões ambientais, direitos indígenas e privatização de recursos naturais. A busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção dos direitos das comunidades locais é um desafio urgente para o Brasil.
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