Protestos em Pyeongtaek: Trabalhadores exigem 15% dos lucros da Samsung!

Protestos em Pyeongtaek Exigem Maior Participação dos Lucros da Samsung
As ruas próximas ao complexo de semicondutores da Samsung, em Pyeongtaek, na Coreia do Sul, foram palco de manifestações de milhares de protestantes. O aumento significativo do faturamento da gigante de tecnologia gerou insatisfação entre os funcionários em relação à atual distribuição de lucros, levando-os a apoiar a causa do movimento sindical da companhia.
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Mais de 30 mil pessoas manifestaram apoio à reivindicação de que 15% do lucro operacional seja destinado aos trabalhadores do setor de chips. Considerando os resultados recentes da empresa, esse valor ultrapassaria 40 trilhões de wons, o que equivale a aproximadamente US$ 27 bilhões.
Em termos individuais, o montante representaria mais de US$ 400 mil por trabalhador.
A Perspectiva dos Trabalhadores e a Posição da Empresa
Choi Seung-ho, presidente do sindicato da Samsung, enfatizou o papel crucial dos colaboradores. Segundo ele, os funcionários foram quem sustentaram a fabricante asiática durante períodos de alegada “crise”.
“No meio dessas crises, não foi a gestão que sustentou a Samsung Electronics. Foram os funcionários — os membros do sindicato — que fabricaram, melhoraram processos, trabalharam a noite toda e elevaram os rendimentos”, afirmou Seung-ho à Bloomberg.
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Negociações em Curso e Pontos de Desacordo
Apesar de já terem se reunido diversas vezes, a Samsung e o sindicato ainda não conseguiram chegar a um acordo satisfatório. A corporação havia proposto destinar 10% do lucro operacional em bônus, além de um reajuste salarial de 6,2% e melhorias em benefícios, como acesso facilitado a financiamentos imobiliários.
Para o sindicato, essa oferta foi considerada insuficiente. A categoria mantém a exigência de um aumento salarial mínimo de 7% e persiste na demanda por 15% dos lucros.
Comparativos com a Concorrência e Ameaças de Greve
As comparações com a SK Hynix, rival da Samsung no mercado de chips, foram inevitáveis. No ano passado, a SK Hynix anunciou a destinação de 10% do lucro anual para um fundo de bônus para funcionários de bom desempenho.
Diante da recusa da Samsung em aceitar a primeira proposta, os trabalhadores ameaçaram iniciar uma greve de 18 dias, com início previsto para 21 de maio. Contudo, a empresa comunicou à Bloomberg que continuará em diálogo com o sindicato visando um “acordo rápido nas negociações salariais”.
O Contexto de Mercado e a Luta por Liderança
Este conflito trabalhista ocorre em um momento sensível para a Samsung. A companhia tem perdido espaço para a SK Hynix no segmento de chips HBM, componentes vitais para os processadores de Inteligência Artificial da Nvidia.
As duas fabricantes estão unidas à americana na disputa por uma fatia de mercado cada vez mais valiosa, impulsionada pela explosão da demanda por infraestrutura de IA. Para recuperar a liderança, a Samsung focou na entrega comercial da próxima geração de chips HBM4, sendo a primeira a disponibilizá-los a clientes.
A empresa também direciona esforços significativos em pesquisa de IA, com um investimento de US$ 73,24 bilhões, buscando manter-se sempre à frente dos fornecedores que sustentam o mercado. No entanto, qualquer paralisação prolongada pode comprometer os esforços de recuperação da gigante de tecnologia.
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