Protestos em massa no Irã exacerbam crise econômica. Manifestações atingem 7, iniciadas em Teerã, impulsionadas pela alta inflação e desvalorização do rial. EUA alertam sobre violência
O número de manifestações contra o aumento do custo de vida no Irã atingiu 7, conforme dados divulgados na sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, por fontes oficiais do país do Oriente Médio. Os protestos iniciaram-se em Teerã no domingo, 28 de dezembro de 2025, e se expandiram para outras cidades.
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A principal causa da insatisfação popular reside na alta inflação e na desvalorização do rial.
Na mesma sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), publicou uma mensagem na rede social Truth Social com tom de advertência ao governo iraniano. A mensagem afirmava que, em caso de violência contra manifestantes pacíficos, os Estados Unidos interviriam.
A declaração gerou preocupação internacional.
Duas mortes foram confirmadas na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, e outras cinco, na quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, em cidades localizadas principalmente em regiões com presença da etnia lur. O incidente mais grave ocorreu em Azna, na província de Lorestan, a cerca de 300 km a sudoeste de Teerã, onde pelo menos três pessoas faleceram durante confrontos.
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Em dezembro de 2025, a alta anual de preços ultrapassou 50%, segundo dados oficiais. A desvalorização do rial frente ao dólar ao longo do ano contribuiu para a paralisação de atividades comerciais e intensificou os protestos em cidades como Teerã, Isfahan e Mashhad.
A situação econômica complexa é o motor central da crescente insatisfação popular.
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