Protestos no Irã: Manifestantes desafiam autoridades teocráticas. Aiatolá Khamenei critica manifestantes, enquanto Marco Rubio apoia o povo iraniano. Crise econômica e repressão intensificam a situação
A situação no Irã continua tensa, com manifestações em larga escala e um aumento da repressão por parte das autoridades. A instabilidade se intensificou neste sábado, marcado por mais de dois dias sem acesso à internet e por um movimento de protesto sem precedentes em três anos.
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Os protestos, iniciados há duas semanas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, representam um desafio significativo ao governo teocrático iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979.
Reza Pahlavi, que reside nos Estados Unidos e é filho do deposto xá do Irã, expressou seu apoio aos manifestantes, instando-os a manterem a organização e a “tomarem e controlarem os centros urbanos”. A situação é complexa, com o governo iraniano acusando “vândalos” e os Estados Unidos de incitar os protestos.
A falta de acesso à informação e o bloqueio das comunicações dificultam a avaliação precisa da situação no país.
Diversas figuras internacionais expressaram preocupação com a situação. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, criticou os manifestantes, enquanto o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que os Estados Unidos estão ao lado do povo iraniano.
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A Anistia Internacional está analisando evidências de repressão, e a ganhadora do Nobel da Paz, Shirin Ebadi, alertou para o risco de um “massacre sob o bloqueio de comunicações”.
Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, pelo menos 51 manifestantes, incluindo nove crianças, morreram e centenas ficaram feridos, segundo a Iran Human Rights. Os protestos continuaram em várias cidades, incluindo Teerã, Shiraz, Tabriz, Mashhad e Qom.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram manifestantes com ações como bater panelas e agitar bandeiras da época do xá.
A situação no Irã ocorre em um momento de fragilidade para o país, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por seus aliados regionais. A ONU restabeleceu sanções relacionadas ao programa nuclear do Irã. A declarações de Donald Trump, que mencionou a prontidão dos Estados Unidos para “ajudar” os iranianos, refletem a complexidade da crise e a busca por soluções.
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