Promotor da Suécia busca 10 anos por exploração sexual

Promotor da Suécia busca 10 anos por exploração sexual, expondo rede de compra de sexo e questionando limites legais.

09/07/2026 08:50

3 min

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A promotoria da Suécia busca 10 anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de exploração sexual de sua esposa, em um caso que envolve 121 homens investigados por comprarem sexo do marido da vítima.

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O caso, que ganhou destaque nacional na Suécia, surgiu com a apreensão de material filmado durante encontros sexuais, sem o conhecimento dos suspeitos. A SVT, estatal sueca, informou que cerca de 30 suspeitos já foram indiciados por envolvimento na prostituição.

Contexto Legal e Temporal

Na Suécia, o prazo de prescrição para a compra de um serviço ou ato sexual é de dois anos. A promotoria alega que a venda de sexo pelo marido da vítima tem ocorrido desde agosto de 2022, o que significa que os suspeitos que pagaram até meados de 2024 podem ter o crime prescrito.

Após a prisão do homem em outubro de 2025, a esposa e vítima do crime entrou com o pedido de divórcio. O homem, acusado de exploração sexual, quatro tentativas de estupro, agressão e ameaças ilegais, nega os crimes.

Repercussão e Acusações

A advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, classificou o crime como “o mais próximo que se pode chegar do tráfico humano”. Os acusados têm idades variadas, entre 30 e 70 anos, e estão espalhados por todo o país.

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Um dos acusados, responsável por cuidar de crianças colocadas em lares adotivos, confessou à polícia que não sabia que o homem de quem comprava os encontros sexuais era marido da vítima. Ele admitiu ter pago ao homem mais de uma vez, com intervalos de apenas nove dias.

Possibilidade de Prescrição

A promotoria estima que pelo menos metade dos acusados poderão escapar da acusação formal ou evitar processos legais, devido ao prazo de prescrição. A complexidade do caso, envolvendo múltiplos suspeitos e a natureza dos encontros, desafia o sistema judicial sueco.

O caso levanta questões sobre a exploração sexual, o papel da internet e a vulnerabilidade de indivíduos em situações de risco. A investigação continua em andamento, com a promotoria buscando reunir provas adicionais para garantir a punição dos responsáveis.

A situação da vítima, que entrou com o pedido de divórcio após o crime, é de extrema preocupação, e medidas de apoio psicológico e social estão sendo oferecidas.

A complexidade do caso, com a variedade de idades dos acusados e a distribuição geográfica, exige um esforço coordenado das autoridades suecas para garantir a justiça e proteger a vítima.

O caso de Palmeiras Barra Funda, na Suécia, destaca a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater a exploração sexual e o tráfico humano.

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