Programa Bolsa Verde: Desmatamento na Amazônia Queda 30% com Inovadora Iniciativa!

Programa Bolsa Verde: Desmatamento na Amazônia Queda 30%! Estudo revela impacto da iniciativa na região do Arco do Desmatamento. Saiba mais!

22/03/2026 11:07

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Programa Bolsa Verde Reduz Desmatamento na Amazônia

Um estudo recente, com a participação do Inpe, revelou que áreas atendidas pelo Programa Bolsa Verde registraram uma redução de cerca de 30% no desmatamento. A iniciativa, que combina transferência de renda com a conservação ambiental, tem se mostrado eficaz na proteção da floresta e na mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

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O programa, que começou em 2011 e foi retomado em 2023, é gerido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Metodologia do Estudo

Pesquisadores analisaram 317 áreas atendidas pelo programa, que abrangem aproximadamente 21.000 famílias, localizadas principalmente na região conhecida como Arco do Desmatamento, uma área de cerca de 500 mil km² que se estende do leste e sul do Pará até o oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre.

A análise utilizou modelagem econométrica e integrou dados de diversas fontes, incluindo sistemas de monitoramento como Prodes, Deter e TerraClass, além de informações do Programa BiomasBR, Inpe, dados geoespaciais do Bolsa Verde, CAR (Cadastro Ambiental Rural) e registros de infrações ambientais.

Resultados do Estudo

O estudo apontou que o desmatamento em assentamentos e unidades de conservação de uso sustentável que participaram do programa caiu cerca de 30% de 2012 a 2015, quando comparado a áreas semelhantes que não receberam o benefício. Durante o período analisado, estima-se que 22.600 hectares de floresta foram salvaguardados, evitando a emissão de aproximadamente 8,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂).

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Impacto Social e Ambiental

O Programa Bolsa Verde oferece transferência de renda a famílias em situação de vulnerabilidade que vivem em áreas prioritárias para a conservação, como unidades de conservação de uso sustentável, assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais.

Os beneficiários se comprometem a utilizar os recursos naturais de forma sustentável e preservar a vegetação nativa. Mais de 70.000 famílias são diretamente beneficiadas, enquanto 150 mil estão cadastradas e 470 áreas contempladas (unidades de conservação e projetos de assentamento ambientalmente diferenciados) somam mais de 30 milhões de hectares preservados em todo o país.

Nos últimos dois anos, o governo federal investiu R$ 280 milhões no programa, com R$ 224 milhões destinados ao pagamento de benefícios às famílias participantes. Os demais recursos foram aplicados em assistência técnica e extensão rural, apoio à gestão e no desenvolvimento do Portal do Cidadão.

Custo-Benefício do Programa

Além da redução direta do desmatamento, o estudo demonstra que o programa apresenta um alto custo-benefício para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa. As emissões evitadas no período foram avaliadas em cerca de US$ 199 milhões, um valor equivalente a 2,8 vezes o custo total da primeira fase do programa.

O custo estimado para evitar emissões foi de aproximadamente US$ 8,6 por tonelada de CO₂ – um valor significativamente inferior a outros projetos de redução de emissões.

Desmatamento Zero

A retomada e o fortalecimento do programa se inserem nas medidas do governo para zerar o desmatamento no país até 2030. Dados do sistema Prodes, do Inpe, indicam que a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 11,08% de agosto de 2024 a julho de 2025, atingindo o menor índice em 11 anos.

Em comparação com 2022, a queda acumulada em 2025 chegou a 50% no bioma.

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou a importância de combinar proteção ambiental com a inclusão social, apoiando famílias que vivem em áreas estratégicas para a conservação da floresta.

Fortalecer iniciativas como o Bolsa Verde é fundamental para consolidar a queda do desmatamento e avançar no compromisso do Brasil de alcançar o desmatamento zero até 2030.

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério, Edel Moraes, enfatizou que o programa reconhece o papel estratégico das populações da floresta na proteção da Amazônia. Ao reconhecer e apoiar o modo de vida de povos e comunidades tradicionais, o programa fortalece quem historicamente conserva a Amazônia e contribui diretamente para reduzir o desmatamento e enfrentar a crise climática.

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