Pesquisa Monster aponta queda drástica em buscas por recolocação em 2026. Apenas 43% dos trabalhadores americanos pretendem mudar de emprego, revela estudo.
Em 2026, a disposição de profissionais americanos em buscar um novo emprego diminuiu significativamente. A pesquisa da Monster, com mais de 1.500 trabalhadores, revelou que apenas 43% pretendem procurar uma recolocação, uma queda drástica em comparação com os 93% registrados no ano anterior.
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Essa mudança de comportamento é impulsionada por fatores como esgotamento profissional, frustrações acumuladas e incertezas sobre o futuro do mercado de trabalho. A recessão nas contratações, considerada a pior desde 2003 em períodos de recessão, também contribui para essa tendência.
A especialista em carreiras da Monster, Vicki Salemi, descreve o cenário como um “abraço no emprego”, onde profissionais, mesmo insatisfeitos com seus cargos atuais, optam por evitar processos seletivos desafiadores. Dados da Monster indicam que 75% dos trabalhadores planejam permanecer em seus empregos até 2027.
Apesar da cautela, o desejo de crescimento persiste, mas com uma nova abordagem. Uma parcela significativa dos profissionais busca aumentar sua renda por meio de trabalhos adicionais. De acordo com a pesquisa, 32% já possuem empregos paralelos, e 30% planejam iniciar projetos adicionais em 2026.
Para profissionais de alto desempenho, essa tendência aponta para um caminho estratégico de crescimento. Em vez de buscar uma nova posição, eles constroem alternativas, aprimoram suas habilidades, expandem sua rede de contatos e se envolvem em projetos pessoais que podem gerar novas fontes de renda ou até mesmo novas carreiras.
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Essa abordagem exige um perfil mais seletivo, com profissionais adaptando seus currículos, destacando habilidades transferíveis e buscando posições em setores com maior demanda.
Mesmo em um cenário de menor movimentação, profissionais com foco, preparo técnico e domínio de habilidades contemporâneas, como inteligência artificial e análise de dados, têm mais chances de se destacar em seleções mais enxutas. Além disso, o desenvolvimento de trabalhos paralelos pode abrir novas portas no médio prazo, gerando contatos, inserindo o profissional em novos setores e validando competências.
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