Professora e marido investigados por furto de material biológico na Unicamp!

Soledad Palameta Miller presa! Furto de material biológico na Unicamp choca comunidade científica. Fraude e contrabanco investigados pela PF.

27/03/2026 10:24

2 min

Furto de Material Biológico em Laboratório da Unicamp Suspeita de Fraude e Contrabanco de Materiais

A Polícia Federal investiga um caso complexo envolvendo o furto de material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A investigação ganhou força com a prisão em flagrante da professora Soledad Palameta Miller na segunda-feira, 23 de março de 2026, conforme informações divulgadas pelo jornal.

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O marido da professora, Michael Edward Miller, também está sob investigação, assim como uma aluna envolvida no incidente, que teria exposto o material a outras pessoas. A Unicamp identificou o desaparecimento dos materiais de pesquisa em fevereiro e acionou imediatamente a PF e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A universidade preferiu não detalhar o conteúdo do material furtado, justificando que isso poderia prejudicar as investigações. A gravidade do caso se deve ao envolvimento de patrimônio científico e à possível violação de normas de segurança.

Como medida preventiva, os laboratórios de pesquisa do Instituto de Biologia foram temporariamente interditados.

As atividades de graduação e os laboratórios de ensino da Unicamp continuaram funcionando normalmente. Na segunda-feira, 23 de março, a PF instaurou um inquérito e efetuou a prisão da docente em flagrante. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas.

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O material apreendido foi encontrado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise, com apoio técnico da Anvisa. A professora argentina foi liberada na terça-feira, 24 de março, após decisão da Justiça Federal que concedeu liberdade provisória.

A defesa da docente declarou, em nota ao Estadão, que não comentaria o caso publicamente devido ao sigilo processual e que as manifestações seriam feitas no âmbito judicial.

Segundo a PF, os investigados podem responder, conforme suas responsabilidades, por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. As autoridades também estão apurando se houve produção, armazenamento ou transporte de OGMs sem autorização ou em desacordo com as normas da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

Paralelamente, a Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. A universidade declarou que colabora com as autoridades e que os envolvidos serão punidos conforme a legislação.

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