Produtores rurais em UE e Mercosul protestam e ameaçam votação da UE

Produtores rurais na Alemanha, França e Itália protestam contra acordo UE-Mercosul. Manifestações e bloqueios em estradas intensificam tensões em Bruxelas.

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(Imagem de reprodução da internet).

Produtores rurais em diversas regiões da Alemanha, França e Itália realizaram mobilizações em quinta-feira (8) com o objetivo de pressionar governos europeus a reconsiderar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. As ações incluíram bloqueios em estradas, uso de tratores e interrupções no tráfego, intensificando as tensões em torno da votação do tratado, agendada para esta semana em Bruxelas.

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Protestos na Alemanha

Na Alemanha, manifestações ocorreram principalmente nos estados da Brandemburgo e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Em Brandemburgo, bloqueios em estradas e acessos a Berlim, incluindo trechos da A19, A20 e B96, foram organizados pela Associação de Agricultores e pelo movimento “O campo conecta”.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, os atos foram mais dispersos, sem paralisações completas no tráfego. A Associação de Agricultores Alemães, principal entidade nacional do setor, não participou das manifestações.

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Ações na França

Na França, os protestos se concentraram em estradas que levam a Paris e em áreas próximas a pontos turísticos como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo. Tratores bloquearam vias importantes, incluindo a A13, causando congestionamentos significativos.

Os sindicatos rurais franceses argumentam que o acordo UE-Mercosul pode levar à inundação do mercado europeu com alimentos mais baratos, além de defenderem respostas para questões internas, como a política de combate a uma doença que afeta o gado.

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Reações e Possíveis Votos

O governo francês, um dos principais opositores ao acordo, orientou a polícia a evitar confrontos com os manifestantes, afirmando que não são inimigos. A Comissão Europeia tenta amenizar as resistências oferecendo recursos adicionais no próximo orçamento agrícola e ajustando tarifas de importação de insumos.

O apoio da Itália ao acordo, caso confirmado, daria à UE votos suficientes para aprovar o tratado, independentemente da posição francesa.

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