Produtores rurais na Alemanha e França protestam contra acordo Mercosul-UE. Manifestações com bloqueios e tratores aumentam a tensão em Bruxelas.
Produtores rurais em diversas regiões da Alemanha e França realizaram mobilizações em resposta ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Os protestos, que envolveram bloqueios rodoviários e o uso de tratores, aumentaram a tensão em torno da votação do tratado, agendada para esta semana em Bruxelas.
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A situação exige atenção devido à crescente pressão sobre os governos europeus.
Na Alemanha, manifestantes, liderados pela Associação de Agricultores de Brandemburgo e pelo movimento “O campo conecta”, bloquearam estradas e acessos a Berlim, utilizando vias como a A19, A20 e B96. A polícia dispersou alguns piquetes não anunciados, especialmente nas regiões do norte e leste do país.
Os agricultores expressam preocupações sobre a concorrência desigual, a carga tributária e a necessidade de proteção do mercado doméstico, além de defenderem o abastecimento regional.
Em França, os bloqueios começaram antes do amanhecer, com tratores ocupando estradas que levam a Paris e áreas próximas a pontos turísticos como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo. A A13 também foi afetada, gerando congestionamentos. Os agricultores franceses reivindicam respostas para questões internas, como a política de combate a doenças que afetam o gado, e criticam a estratégia de abate, considerada excessiva pelo setor.
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O governo francês, um dos principais opositores do acordo, busca garantir o apoio dos Estados-membros para aprovar o tratado.
A Comissão Europeia tenta amenizar as resistências oferecendo recursos adicionais no próximo orçamento agrícola e ajustando tarifas de importação de insumos. O apoio da Itália ao acordo seria crucial para garantir a aprovação, independentemente da posição da França.
A disputa ganha relevância política nesta semana, com a votação prevista para sexta-feira.
Os protestos dos produtores rurais refletem preocupações legítimas sobre o impacto do acordo de livre comércio na agricultura europeia. A situação exige diálogo e soluções que conciliem o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade do setor agrícola.
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