Brasil se aproxima de fertilizantes de baixo carbono: estudo aponta redução de custos da amônia produzida a partir de fontes renováveis
Um estudo recente aponta que o custo da amônia produzida a partir de matérias-primas renováveis está se aproximando dos valores do insumo de origem fóssil. O levantamento, conduzido pelo Instituto E+ Transição Energética em parceria com o Rocky Mountain Institute (RMI), revela um cenário promissor para a produção de fertilizantes nitrogenados no Brasil.
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O estudo detalha que o custo da amônia renovável, híbrida e fóssil varia entre US$ 600 e US$ 1 mil por tonelada, dependendo da região de produção. Essa proximidade de custos representa um potencial de transformação estrutural no setor de fertilizantes.
A amônia é um componente essencial na produção de fertilizantes nitrogenados, respondendo por 60% a 90% do custo final desses produtos. Essa característica reforça a relevância do desenvolvimento de fontes de amônia mais sustentáveis.
A produção de fertilizantes nitrogenados depende fortemente do gás natural, matéria-prima utilizada na fabricação de amônia e ureia. O custo do gás natural impacta diretamente a competitividade do setor, o que explica a escassez de fábricas no Brasil.
O Brasil apresenta condições climáticas e de mercado favoráveis ao desenvolvimento da indústria de fertilizantes de baixo carbono, com potencial para produzir 3,8 milhões de toneladas de nitrogênio por ano. Cerca de 1,2 milhão de toneladas desse total poderia ser proveniente de fontes de baixo carbono.
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Em 2025, o Brasil importou US$ 169,7 milhões em fertilizantes, totalizando 1,4 milhão de toneladas, com um aumento de 6,8% em relação a 2024. A importação de gás natural somou US$ 2,7 bilhões, com 5,9 milhões de toneladas no ano passado, representando uma queda de 18,2% em relação a 2024.
A iniciativa busca reduzir o volume de importações e ampliar a produção nacional até 2050. A análise não compara o custo dos fertilizantes nacionais com os valores dos insumos importados, que, em maior escala, apresentam custos agregados e elevada volatilidade.
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