O procurador-geral da República, Gonet, enfrentará um novo processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, agendada para a próxima quarta-feira, 12 de novembro de 2025. O objetivo é autorizar sua permanência à frente da Procuradoria-Geral da República por mais dois anos.
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Desafios na CCJ
A aprovação de Gonet na CCJ não será fácil. Informações do Poder360 indicam que pelo menos dez senadores da CCJ se opõem à sua recondução. Para garantir a aprovação, o colegiado precisará de um apoio de pelo menos 50% mais um dos votos favoráveis.
Plenário do Senado: Votação Restrita
No plenário do Senado, o cenário se torna ainda mais desafiador. A aprovação exigirá 41 votos favoráveis. No entanto, estima-se que pelo menos 25 senadores se oponham à permanência de Gonet no cargo.
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Posicionamento do Relator
O senador (PSD-AM), relator do processo de recondução de Gonet, declarou que o procurador-geral “cumpre todos os requisitos constitucionais e regimentais” para permanecer à frente do Ministério Público Federal. O parecer foi apresentado na última quarta-feira, 5 de novembro.
Críticas à Atuação do Procurador-Geral
As motivações para a oposição à permanência de Gonet se concentram em sua atuação no caso envolvendo o ex-presidente (PL) e outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado. A denúncia apresentada pela PGR resultou em uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão para o ex-chefe do Executivo.
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Argumentos da Oposição
Senadores da oposição argumentaram que o processo foi “absurdo”, considerando a delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Eles apontaram evidências de coação e manipulação, incluindo áudios e relatos de cenas de pressão psicológica sobre o colaborador.
