Procurador-Geral Aponta Plano de Golpe e Atuação dos “Kids Pretos“
O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, apresentou nesta terça-feira (11.nov.2025) evidências que sustentam a condenação de nove militares e um policial federal, integrantes do núcleo 3 da denúncia de golpe de Estado em favor do ex-presidente (PL).
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O grupo, conhecido como “kids pretos”, composto majoritariamente por militares, foi acusado de articular ações para a ruptura institucional.
De acordo com o procurador-geral, o núcleo 3, que inclui figuras como Bernardo Romão Corrêa Netto, Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira e outros oficiais, tinha como objetivo pressionar a alta cúpula das Forças Armadas para aderir ao plano golpista, formalizado por um decreto assinado pelo ex-presidente.
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A denúncia aponta que o grupo planejava prender autoridades da República, criar um gabinete de crise e “neutralizar” o ministro Alexandre de Moraes, o então presidente-eleito (PT) e seu vice, (PSB).
Detalhes do Plano Golpista
Segundo o procurador-geral, os réus estavam preparados para ações concretas, incluindo a criação de um gabinete de crise no campo informacional, a pressão sobre o Poder Legislativo e Judiciário, e a utilização de forças militares para manter o poder do então presidente.
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A PGR destaca que o grupo se articulou para realizar ações de cunho militar, com o objetivo de garantir a manutenção do poder do ex-presidente, mesmo após o resultado adverso das eleições.
Ação do Núcleo 3
O núcleo 3, responsável pelas “ações de campo” da tentativa de golpe, foi acusado de monitorar e tentar neutralizar autoridades públicas. A denúncia da Procuradoria Geral da República aponta que o grupo também participou de ações coercitivas, como o planejamento de ataques contra autoridades e a pressão sobre o alto comando do Exército para apoiar a ruptura institucional.
A Polícia Federal identificou que o grupo elaborou o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que detalhava o assassinato do presidente eleito Lula, do vice, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes.
Conclusão
A investigação demonstra que o núcleo 3, composto por militares especializados em operações táticas, atuou ativamente para concretizar o golpe de Estado, arquitetando e dando andamento a ações voltadas para a ruptura da ordem constitucional. As evidências apresentadas pela Procuradoria Geral da República indicam que o grupo estava preparado para utilizar meios, em princípio, aptos por si mesmos, para que o golpe se consumasse.
