Primeiro-Ministro da França Sobrevive a Duas Moções de Desconfiança
O primeiro-ministro da França, (Renascimento, centro), conseguiu sobreviver a duas moções de desconfiança nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026. A aprovação do Orçamento de 2026, sem passar por votação parlamentar, foi crucial para sua sobrevivência no cargo.
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As informações foram divulgadas pelo jornal francês.
Partidos Apresentam Moções de Desconfiança
As moções de desconfiança foram apresentadas na Assembleia Nacional por diferentes grupos políticos. A esquerda, representada pelos partidos França Insubmissa, os Verdes e o Partido Comunista, e a direita, com o Reagrupamento Nacional, não conseguiram reunir apoio suficiente para derrubar o governo.
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Utilização do Artigo 49.3 da Constituição
Após fazer concessões para obter o apoio do Partido Socialista, o governo utilizou o Artigo 49.3 da Constituição francesa para aprovar parte do Orçamento de 2026 sem a necessidade de votação. O primeiro-ministro justificou a medida, afirmando que “a França deve ter um orçamento”.
Papel do Partido Socialista
O Partido Socialista desempenhou um papel fundamental na manutenção do governo no poder, ao não apoiar as moções de desconfiança. O partido considerou o uso do Artigo 49.3 como “a solução menos ruim” e apontou que a versão final do projeto apresentava “progresso” devido a concessões, incluindo um aumento no benefício complementar para funcionários com menores salários e a implementação de refeições a 1 euro para estudantes.
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Próximos Passos do Orçamento
Após a aprovação do Orçamento de 2026, a esquerda anunciou a apresentação de uma nova moção de desconfiança, com data prevista para análise na próxima terça-feira, 28 de janeiro. Se a moção resistir, o texto seguirá para o Senado antes de retornar à Assembleia Nacional para a adoção final.
