Orçamento Nacional Aprovado Após Impasses Políticos em 2026
O governo do primeiro-ministro, liderado por Lecornu, conseguiu manter-se no poder após a rejeição de duas moções de censura nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. A votação representou o fim de um impasse político que durou 33 dias desde o início do ano, permitindo a aprovação definitiva do orçamento nacional para 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A primeira moção de censura, apresentada por partidos de esquerda, não obteve o apoio necessário para derrubar o governo. Apesar de alcançar 260 votos favoráveis, faltaram 29 para atingir o mínimo de 289 votos necessários. A ausência do Partido Socialista foi um fator crucial nesse resultado.
Já a segunda moção, proposta pelo RN (Rassemblement National), também não obteve o apoio suficiente e foi rejeitada pelo plenário.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O processo de tramitação do orçamento nacional foi marcado por uma forte tensão política. O governo utilizou o artigo 49-3 da Constituição francesa em três ocasiões, um mecanismo que permite a aprovação de projetos sem a necessidade de votação direta, exceto em casos onde uma moção de censura tenha sido aprovada.
Ao longo do período, foram apresentadas um total de seis moções de censura.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Com a aprovação do orçamento, a França encerra um período de incerteza, tendo funcionado por um tempo sem um orçamento oficial em vigor. Lecornu, que permanece à frente do governo e ocupa o cargo de primeiro-ministro em Matignon, expressou sua satisfação com o resultado, afirmando que “a França finalmente tem um orçamento”.
O texto aprovado inclui a despesa pública e não prevê o aumento de impostos para famílias ou empresas. Lecornu também destacou que o orçamento reflete um compromisso construído com o Parlamento. O primeiro-ministro informou que o orçamento será encaminhado ao Conselho Constitucional para análise da sua conformidade com a Constituição francesa antes da promulgação final.
