A Câmara Baixa do Japão formalizou nesta quarta-feira (18) a nomeação de Sanae Takaichi como primeira-ministra, dez dias após sua vitória nas eleições. A política, de 64 anos, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Após convocar eleições antecipadas para 8 de fevereiro, Takaichi garantiu a maioria de dois terços para o Partido Liberal Democrático.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desafios e Prioridades
A nova primeira-ministra enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de estimular a economia japonesa e lidar com as tensões nas relações com a China. Takaichi tem planos de fortalecer o Exército japonês, o que pode aumentar as tensões com Pequim, especialmente considerando a disputa sobre Taiwan.
Recentemente, Takaichi sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente caso a China tentasse atacar Taiwan, uma declaração que gerou forte reação da China, que considera a ilha como parte de seu território.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Impacto na Turística
A situação diplomática tem impactado o turismo entre os dois países. Em janeiro, houve uma queda de 60,7% nas viagens de turistas chineses ao Japão em comparação com o mesmo período do ano anterior, devido a advertências do governo chinês para seus cidadãos.
Medidas Econômicas e Financeiras
Para tentar aliviar a pressão inflacionária, Takaichi propõe a suspensão do imposto sobre o consumo dos alimentos por dois anos. No entanto, essa medida tem gerado preocupação nos mercados, devido ao alto nível da dívida japonesa, que o FMI alerta pode dobrar os pagamentos de juros entre 2025 e 2031.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Para tentar controlar a dívida, Takaichi planeja estabelecer uma meta de redução da dívida pública e criar um “conselho nacional” para discutir a tributação e o financiamento da Previdência Social, diante do envelhecimento da população japonesa.
Reformas e Mudanças
Além das medidas econômicas, Takaichi busca aprovar uma lei para criar uma Agência Nacional de Inteligência e iniciar discussões sobre uma lei antiespionagem. Também pretende acelerar o debate sobre mudanças constitucionais e a revisão das regras que regem a família imperial, buscando evitar uma possível crise de sucessão.
A coalizão de governo também quer garantir a aprovação do orçamento nacional para o ano fiscal que começa em 1º de abril, um processo que foi adiado pela eleição.
Com informações da AFP
