Reintegração da PRF às Ficcos Formalizada
Em 29 de janeiro de 2026, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram um acordo de cooperação que oficializa a reintegração da PRF às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos). O documento, assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e pelo diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, representa um avanço na atuação conjunta contra o crime organizado.
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também participou do evento.
Contexto Anterior
Antes da assinatura, a PRF atuava em Ficcos por meio de acordos locais ou regionais, sem um acordo nacional abrangente. Essa situação havia gerado questionamentos sobre a adequação do modelo. Em fevereiro de 2025, Fernando Oliveira havia cancelado temporariamente todos os acordos de cooperação com outros órgãos, devido a preocupações com a “fragilidade jurídica” e a “invasão de competências” na atuação conjunta.
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Novo Acordo e Funções
O novo acordo permite que a PRF participe das Ficcos em nível nacional, atuando na parte logística e na execução de operações. A corporação não participará de investigações, mas poderá utilizar seu aparato tecnológico, como sistemas de câmeras, bases de dados e aeronaves, para potencializar a capacidade de resposta das forças de segurança.
O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado, desarticulando facções criminosas e enfrentando o tráfico de drogas e armas.
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Ficcos e Suas Operações
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) foram instituídas em 2023 em todas as 27 unidades da Federação. Atuam nos Estados, reunindo diferentes efetivos operacionais para combater o crime organizado. Atualmente, existem 34 bases Ficco distribuídas pelas capitais e cidades do interior.
A composição varia de Estado para Estado. Em 2025, as Ficcos foram responsáveis por 246 operações, 2.300 mandados de busca e apreensão e cerca de 1.400 prisões preventivas, além de apreensões de 10 toneladas de cocaína e 115 toneladas de maconha.
Os principais objetivos da iniciativa incluem a desarticulação de facções criminosas, o combate ao tráfico de drogas e armas, o enfrentamento a roubos de cargas e bancos, e a interceptação de operações de lavagem de dinheiro.
