Presidentes do Congresso Não Participarão de Ato em Memória aos Ataques de 8 de Janeiro
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, não comparecerão à cerimônia em homenagem às vítimas dos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que acontecerá na quinta-feira no Palácio do Planalto.
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A informação foi confirmada pela reportagem da Jovem Pan, com base em relatos de interlocutores do Congresso.
Segundo a apuração, Hugo Motta justificará sua ausência com compromissos pessoais. Já Davi Alcolumbre permanecerá no Amapá, onde está cumprindo uma agenda de trabalho previamente agendada. A reportagem também revelou um encontro entre Lula e Alcolumbre antes do recesso de fim de ano, com o objetivo de fortalecer o diálogo entre os poderes.
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A cerimônia, organizada pelo governo federal, visa reforçar os valores democráticos e relembrar os atos antidemocráticos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. O Palácio do Planalto considera essencial manter viva a memória do episódio para evitar o enfraquecimento do discurso institucional em defesa da democracia.
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizará o veto ao projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos na trama golpista. Essa decisão também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas já havia sido antecipada por Lula.
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A medida gerou divergências internas no governo, devido ao receio de desgastes com o Congresso Nacional.
Além da solenidade no Salão Nobre do Planalto, movimentos sociais como as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular se concentrarão na área externa do prédio. A expectativa é que o presidente Lula desça a rampa do Planalto para participar do ato em conjunto com os manifestantes.
Outro ponto central da cerimônia será a defesa da soberania e da paz na América Latina. Essa temática ganhou relevância após a recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Lula se manifestou sobre o episódio apenas no último sábado, classificando a operação como uma afronta à soberania venezuelana.
