Presidente da Câmara, Motta, analisa projeto de lei para apps Uber e iFood. Proposta define remuneração mínima e seguro para entregadores.
O presidente da Câmara dos Deputados, (Republicanos-PB), promoveu uma reunião na quarta-feira, 14 de janeiro de 2025, com ministros da Secretaria Geral e do Trabalho, para analisar o andamento do Projeto de Lei Complementar que trata dos serviços de transporte e entrega por aplicativos, como Uber e iFood.
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Segundo informações do Poder360, o deputado Motta informou que pretende incluir o projeto na pauta do 1º semestre. O segundo semestre será marcado pela pausa no Congresso devido ao início do período eleitoral.
Criado pela ministra Boulos, um grupo de trabalho foi estabelecido para debater questões relacionadas aos entregadores de aplicativos. Uma das propostas em análise é a definição de um valor mínimo de remuneração para os trabalhadores, considerando a percepção de que a jornada de trabalho é intensa e a remuneração é insuficiente.
O grupo também avaliará a criação de um seguro para acidentes e a necessidade de maior transparência nas plataformas digitais utilizadas pelos profissionais.
O presidente Motta agendará uma reunião com o presidente e o relator da comissão especial após a entrega do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho da Secretaria Geral. O documento deve ser apresentado até 27 de janeiro. O projeto estabelece um teto máximo de 30% de taxa por corrida, além de uma remuneração mínima de R$ 8,50 para viagens de 2 a 5 km.
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Os estados terão autonomia para ajustar as tarifas das corridas.
O parecer mantém o trabalhador como autônomo, afastando o vínculo empregatício tradicional. A proposta inclui regras de transparência algorítmica, com acesso prévio a dados da corrida e possibilidade de contestação de decisões automatizadas.
Também prevê a contratação obrigatória de seguro privado pelas plataformas, com cobertura para acidentes, invalidez e morte durante a prestação do serviço. A medida busca garantir proteção mínima aos trabalhadores, independentemente de contribuição previdenciária ou vínculo formal.
A proposta discute a fixação de um limite de 12 horas máximas de tempo de conexão diária dos trabalhadores aos aplicativos, visando reduzir jornadas excessivas e mitigar riscos à saúde e à segurança. A questão é objeto de divergências entre plataformas e representantes da categoria.
Além disso, prevê o pagamento compulsório de aposentadoria, enquadrado como contribuinte individual, mas sem ligação com a carteira assinada. A cobrança incidirá sobre a remuneração recebida pelas corridas e não sobre a renda bruta.
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