Presidente dos EUA critica “cassino” de previsões após caso de Gannon Ken Van Dyke

Presidente dos EUA critica mercados de previsão após caso de uso de informação privilegiada. Saiba os detalhes do caso de Gannon Ken Van Dyke!

24/04/2026 17:43

3 min

Presidente dos EUA critica “cassino” de previsões após caso de Gannon Ken Van Dyke
(Imagem de reprodução da internet).

Presidente dos EUA critica mercados de previsão após caso de uso de informação privilegiada

O presidente dos Estados Unidos criticou os chamados mercados de previsão nesta quinta-feira, dia 23. Suas declarações abordaram o avanço dessas plataformas e os riscos potenciais de uso de informações privilegiadas. Ele comparou a situação a um “cassino” e ressaltou que nunca foi um grande defensor desse tipo de especulação, conforme noticiado pela Business Insider.

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O contexto do caso do soldado Gannon Ken Van Dyke

As falas do presidente surgem em meio à repercussão do caso envolvendo o soldado do Exército norte-americano, Gannon Ken Van Dyke. Ele é acusado de lucrar com mais de US$ 400 mil utilizando informações confidenciais.

A acusação e os lucros obtidos

Segundo os promotores, Van Dyke teria operado com base em dados relacionados ao planejamento da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, um evento ocorrido em 3 de janeiro por militares dos EUA. A Reuters informou que o Departamento de Justiça alega que ele apostou mais de US$ 33 mil entre o final de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026.

Essas apostas foram feitas em eventos que, na época, possuíam baixa probabilidade segundo o mercado, o que potencializou significativamente seus ganhos financeiros. Nesta sexta-feira, dia 24, o militar foi solto sob fiança de US$ 250 mil, após sua prisão na véspera, segundo uma agência de notícias.

Procedimentos legais e alegações de fraude

Como parte das condições de sua liberdade, Van Dyke precisou entregar passaporte e armas de fogo, e deverá comparecer à Justiça em Manhattan em dias subsequentes. Ele não se declarou culpado pelo ocorrido.

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Os promotores afirmam, segundo a Reuters, que após obter lucros com as apostas, o soldado tentou esconder sua identidade, chegando a solicitar a exclusão de sua conta na plataforma. Este caso é visto como o primeiro processo criminal nos EUA ligado ao uso de informação privilegiada em mercados de previsão.

A controvérsia dos mercados de apostas preditivas

Este segmento de mercado permite que usuários negociem probabilidades de resultados em áreas políticas, econômicas e geopolíticas. O presidente Trump, embora não se sinta familiarizado com os detalhes do episódio, fez uma comparação com o escândalo de Pete Rose, ex-jogador banido da liga de beisebol por apostas.

Ele comentou que, se Rose tivesse apostado contra o próprio time, a situação seria grave. No entanto, ele apostou no próprio time, o que gerou comentários adicionais. Apesar disso, o presidente manteve sua crítica aos mercados de previsão, reiterando que não é um grande adepto desse tipo de aposta.

Mudanças de postura e envolvimento político

Curiosamente, o presidente já havia demonstrado um tom mais favorável a esses mercados em ocasiões passadas. Em entrevista ao Washington Post, ele mencionou que plataformas como Kalshi e Polymarket lhe deram chances de vitória nas eleições de 2024 mais precisas que pesquisas tradicionais.

Essa visão contrasta com a atuação de setores ligados à sua administração. O presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), Michael Selig, já classificou esses mercados como instrumentos “valiosos para a sociedade”. Além disso, Donald Trump Jr. mantém envolvimento direto no setor, atuando como conselheiro da Kalshi e investidor na Polymarket.

Ações legislativas e resposta das plataformas

O caso, que veio à tona no início deste ano, impulsionou a apresentação de projetos de lei no Congresso norte-americano. O objetivo desses projetos é aumentar a supervisão sobre os mercados de previsão e mitigar os riscos de *insider trading*.

Em resposta à crescente atenção, a própria Polymarket comunicou que encaminhou o episódio ao Departamento de Justiça. A plataforma declarou publicamente que o uso de informações privilegiadas não é aceitável em seu ambiente de negociação.

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