Presidente da Bolívia Adota Medida para Governar Remotamente
Em 1º de janeiro de 2026, o presidente da Bolívia implementou um decreto que lhe permite exercer a governança remotamente durante viagens internacionais, utilizando meios digitais de comunicação. Essa ação representa uma afronta ao artigo 169 da Constituição boliviana, que estabelece a transferência temporária do poder ao vice-presidente em caso de ausência do chefe de Estado no país. O documento, disponibilizado em formato PDF (124 kB) em espanhol, detalha a nova estratégia.
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Detalhes do Decreto Presidencial
O decreto presidencial exige que, caso o presidente não tenha acesso a tecnologias durante sua ausência, ele deve comunicar de forma expressa, escrita e com datas precisas ao vice-presidente as ações que poderá executar durante a suplência temporária.
A iniciativa surge em um contexto de crescente rompimento político entre o presidente e seu vice, Edmand Lara (Partido Democrata Cristão), que se declarou opositor ao governo. O conflito entre os dois líderes se intensificou logo após a , em 8 de novembro de 2025.
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Críticas da Oposição
O Libre (partido), a segunda maior força no Parlamento boliviano, manifestou sua crítica à decisão. O senador afirmou: “Diferenças políticas ou tensões internas com o vice-presidente não podem ser resolvidas mediante decretos”. Adicionalmente, ressaltou que “a tecnologia moderniza a administração, mas não substitui a Constituição.
A sucessão presidencial não é um processo digital; é uma regra constitucional”.
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