Prefeito de Diadema Condenado à Prisão por Acusações Eleitorais
A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou a prisão do prefeito de Diadema (SP), Taka Yamauchi, por difamação e injúria eleitoral contra Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, assessor do presidente Lula (PT). A decisão, divulgada pela Folha de S.Paulo na quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, segue uma acusação de que Yamauchi associou o nome de Marcola a ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A pena imposta é de seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além de 10 dias-multa, sujeita a recurso.
Detalhes da Condenação
O caso remonta a declarações feitas por Yamauchi durante um debate para a eleição da prefeitura de Diadema, ocorrido em 23 de agosto de 2024. Na ocasião, o prefeito afirmou que o Brasil enfrentava um longo período de influência do crime organizado e que Marcola, em Brasília, estaria enviando recursos irregularmente para a cidade.
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Yamauchi também alegou que o presidente Lula priorizava cidades controladas pelo PT ou por aliados na distribuição de verbas ministeriais, incluindo Diadema.
Argumentos e Contestações
O assessor presidencial, Marcola, contestou a acusação, argumentando que Yamauchi promoveu uma confusão intencional entre apelidos, criando uma impressão equivocada de ligações entre ele, o PT e organizações criminosas. Ele defendeu que, como figura pública, estaria sujeito a críticas políticas, conforme previsto na legislação brasileira.
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Esta é a segunda condenação de Yamauchi no âmbito deste episódio.
Decisão Final
Em abril deste ano, a Justiça de São Paulo já havia condenado Yamauchi na esfera cível. O assessor de Lula decidiu doar o valor da multa para o Espaço Cultural Casa da Democracia, em Caraguatatuba. A decisão foi tomada pela 258ª Zona Eleitoral da capital paulista.
