Prefeito Nunes comenta situação migratória venezuelana em São Paulo após captura de Maduro. A cidade acolhe 1.009 venezuelanos e espera redução no fluxo
O prefeito Nunes (MDB) declarou nesta segunda-feira (5) que espera uma redução no fluxo migratório de venezuelanos para a capital paulista, após a captura do ditador Maduro, resultado de uma ação militar dos . Apesar disso, assegurou que a cidade continuará acolhendo imigrantes, caso haja necessidade. “Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade.
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Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo e o Estado de São Paulo vão receber a todos com muito carinho, como sempre fizeram”, afirmou Nunes, comentando o cenário político na Venezuela.
A declaração foi proferida durante uma coletiva de imprensa, em um evento de entrega de títulos de regularização fundiária urbana da CDHU, com a presença do governador em exercício (PSD). Segundo o prefeito, a expectativa é de que a saída de Maduro diminua a necessidade de que pessoas abandonem seus países.
Ele ressaltou que o presidente venezuelano exercia o cargo de forma ilegítima, em decorrência de supostas fraudes eleitorais. Nunes mencionou que mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos.
Atualmente, São Paulo acolhe 1.009 venezuelanos em sua rede de atendimento. De acordo com o prefeito, os angolanos representam o maior grupo de estrangeiros acolhidos na cidade, seguidos pelos venezuelanos.
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“Se vierem, a gente vai absorver”, disse. “Hoje nós temos 27 mil vagas e 21 mil estão ocupadas.”
O governador em exercício Felicio Ramuth reforçou a avaliação de que o movimento migratório tende a diminuir. Ele acredita que a retomada de liberdades políticas e econômicas na Venezuela pode levar ao retorno de venezuelanos que deixaram o país. “Com o país livre, isso pode atrair aqueles que foram exilados e agora terão oportunidade de voltar”, afirmou.
As declarações ocorreram em meio à crescente tensão política em Caracas e ao reforço da fiscalização de imigrantes em Pacaraima (RR), cidade brasileira na fronteira com a Venezuela, após a captura de e de sua esposa, no sábado (3).
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