Prefeito de Congonhas critica plano da Vale após transbordo em Mina de Fábrica. Incidente na Mina de Fábrica causa impacto no rio Goiabeiras e na CSN Mineração. Plano “Agir” não foi acionado, gerando críticas. Saiba mais!
Após o grave incidente ocorrido em 25 de janeiro de 2026, na Mina de Fábrica, em Ouro Preto, o prefeito de Congonhas, Cabido (PSD), manifestou sua preocupação com a resposta da Vale diante do transbordo de lama que afetou o rio Goiabeiras e a CSN Mineração.
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O incidente, que envolveu o rompimento de uma cava e o deslocamento de 263.000 metros cúbicos de água enlameada, gerou um cenário de risco para a população local. O prefeito ressaltou que o plano de contingência, denominado “Agir” (Ações e Gestão Integrada de Riscos), não foi acionado pela mineradora, apesar da situação.
Segundo Cabido, o plano “Agir” foi criado em um comitê composto pela prefeitura, as empresas que atuam no município, a Defesa Civil do Estado e o Corpo de Bombeiros. A cidade realiza um simulado de emergência anual, que mobiliza a população, as forças de segurança e as mineradoras. “Diante de ocorrências como essa, criamos o plano de gestão de riscos.
As sirenes tocam e todo mundo tem que ir para as áreas seguras”, explicou o prefeito. A falta de ativação do plano gerou críticas, especialmente considerando a magnitude do impacto no rio Goiabeiras e na CSN.
A Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está atuando para restabelecer as condições das áreas afetadas, reforçar a segurança operacional e manter total transparência e esclarecimentos junto às autoridades e à sociedade. A empresa implantou sistema de videomonitoramento e medição de nível em tempo real e iniciou intervenções na Cava 18, com foco na conformação da área, além de limpeza do sump Freitas II.
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Na Mina de Viga, a empresa realiza desassoreamento dos sumps, inspeções na rede de drenagem e melhorias em acessos. As duas minas adotam medidas para reduzir a turbidez da água e realizam monitoramento ambiental diário em córregos, compartilhando os resultados com os órgãos competentes.
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou que a Vale elabore “rapidamente” um relatório sobre a situação de estruturas semelhantes em todas as suas minas no estado de Minas Gerais. O MPF também expressou preocupação com a comunicação imediata do fato às autoridades, o que contraria deveres legais de transparência e dificulta a resposta da Defesa Civil.
A causa do transbordo ainda está sob apuração, com a hipótese inicial de que chuvas intensas na região tenham contribuído para o episódio. A empresa está realizando o monitoramento e intensifica os controles operacionais nos períodos de seca.
O rio Goiabeiras, que cruza Congonhas, ficou altamente assoreado após o incidente. A Vale pretende desassorear o rio, mas a empresa não pode fazer isso devido às chuvas. Para os próximos dias, há um risco maior do município sofrer com enchentes, devido ao rio assoreado.
O prefeito Cabido ressaltou a importância da resposta da Vale e da colaboração entre os órgãos competentes para mitigar os riscos e garantir a segurança da população de Congonhas.
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