Fed investiga Powell: inquérito criminal surge nos EUA após alegações sobre reforma do Banco Central. Presidente do Fed alerta para risco à independência.
O presidente do Federal Reserve fez um pronunciamento no domingo, 11 de janeiro de 2026, em resposta à abertura de uma investigação criminal pelos Estados Unidos. A investigação centraliza-se em relação ao projeto de reforma da sede do Banco Central dos EUA.
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O comunicado foi divulgado em um portal de notícias.
Segundo a reportagem, o gabinete do procurador dos EUA no Distrito de Colúmbia iniciou a apuração, buscando determinar se o presidente do Fed forneceu informações falsas ao Congresso em relação ao escopo e aos custos da reforma. O projeto de reforma possui um custo estimado em US$ 2,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 13,4 bilhões, considerando a cotação atual do câmbio.
O comunicado do Fed classificou a iniciativa como “sem precedentes”. O presidente do banco central enfatizou que a investigação não se refere ao mérito da reforma ou ao papel de fiscalização do Congresso. Ele ressaltou que o Fed, por meio de declarações públicas, buscou manter o Congresso informado sobre o projeto.
O foco da investigação parece estar na autonomia do Fed na definição das taxas de juros, baseadas em evidências econômicas e no interesse público, em vez de influências políticas.
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O New York Times reporta que congressistas de ambos os partidos expressaram preocupação com a medida, alertando para possíveis impactos institucionais. A situação intensifica o conflito entre o presidente (Partido Republicano) e Powell, marcado por críticas à condução da política monetária e à resistência do Fed em promover cortes mais agressivos na taxa de juros.
Embora o mandato de Powell no banco central termine em maio de 2026, com permanência no Conselho de Governadores até 2028, a situação demonstra a tensão entre o poder monetário e a supervisão legislativa.
O presidente do Federal Reserve reafirmou seu respeito ao Estado de Direito e à necessidade de prestação de contas. No entanto, alertou que a abertura de um inquérito criminal representa um risco à independência da autoridade monetária. Ele enfatizou a importância de que o Fed possa continuar a definir a política monetária com base em evidências e condições econômicas, evitando pressões ou intimidações políticas.
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