Inundações e Desabamentos em Portugal: Crise Ampliada pelas Chuvas Intensas
A situação em Portugal se agrava com o desabamento de uma parte da principal rodovia do país, a A1, que liga Lisboa e Porto. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (11), após o rompimento de um dique próximo à cidade medieval de Coimbra, em decorrência das fortes chuvas e inundações que têm assolado o país há semanas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mais de 3 mil pessoas foram removidas da região como medida preventiva pelas autoridades.
O rompimento do dique ocorreu ao lado de um pilar que sustenta a autoestrada, e a via foi imediatamente interditada pela polícia, conforme informado pela prefeita de Coimbra, Ana Abrunhosa, que declarou à RTP que “Coimbra e as cidades vizinhas enfrentam sérios problemas, algumas estão isoladas… A situação é extremamente instável”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, havia alertado anteriormente sobre o limite da capacidade das autoridades em conter as águas.
A crise é agravada por um cenário de tempestades que se estende por diversas regiões do país. Desde o final de janeiro, o sul e o centro de Portugal têm sido atingidos por chuvas intensas, causando danos significativos, como o arrancamento de telhados de casas e a interrupção do fornecimento de energia elétrica para centenas de milhares de pessoas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Até o momento, o número de mortos, incluindo vítimas indiretas, é de pelo menos 15.
A situação complexa se intensificou com a chegada de um fenômeno meteorológico incomum: um “rio atmosférico”, um amplo corredor de vapor de água concentrado que transporta grande quantidade de umidade dos trópicos. Esse fenômeno trouxe novas chuvas torrenciais, afetando principalmente o norte do país.
A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) prevê um “período excecional de caudais máximos” no rio Mondego até o próximo sábado (14).
Em Coimbra, a preocupação se concentra no risco de transbordamento da barragem da Aguieira, 35 quilômetros a nordeste da cidade. Autoridades municipais ordenaram a remoção preventiva de cerca de 3 mil pessoas, com a polícia realizando buscas em residências e transportando moradores para abrigos.
O responsável pela Proteção Civil Regional, Carlos Tavares, alertou para a possibilidade de os diques serem levados pela força da água, causando novas inundações.
Além da ameaça à barragem, a situação causou outros desabamentos. Parte da antiga muralha de Coimbra, um Patrimônio Mundial da Unesco, também desabou, bloqueando o mercado municipal. Em outra região, em frente a Lisboa, a vila de Porto Brandão foi esvaziada devido ao risco de deslizamentos de terras, e cerca de 30 pessoas foram retiradas de suas casas após um deslizamento na zona costeira de Caparica.
