Críticas intensas à ordem de Moraes! Políticos questionam atuação do STF e investigações. Kléber Cabral é intimado para depoimento. Leia!
Na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, políticos da oposição utilizaram as redes sociais para expressar críticas à ordem emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem, que resultou na intimação do presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kléber Cabral, para prestar depoimento por videochamada na sexta-feira, 20 de fevereiro, às 15h, foi considerada um “alerta grave para a democracia” pelo líder da oposição no Senado (PL-RN).
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Marinho, do PL-RN, argumentou que a divergência de opiniões não deve ser interpretada como crime e que o uso de órgãos de investigação para “constranger” quem pensa diferente enfraquece as instituições. Ele ressaltou a importância da liberdade de expressão como garantia constitucional, apontando para a perseguição a Bolsonaro e seus adversários políticos como um começo.
Deputados federais do União Brasil (SP) e do PL (RJ e GO) também se manifestaram contra a ordem do ministro. Jordy, do PL-RJ, criticou a falta de pudor de Moraes, enquanto Gayer, do PL-GO, aventou a possibilidade de a Polícia Federal investigar a colunista da GloboNews, Malu Gaspar.
Em dezembro de 2025, Moraes já havia procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em pelo menos quatro ocasiões para exercer pressão em favor do Banco Master.
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) expressou preocupação com a operação, enfatizando a necessidade de observar o devido processo legal, a presunção de inocência e a proporcionalidade das medidas. A associação ressaltou que, em 2019, utilizando o mesmo inquérito das “fake news”, o ministro Alexandre de Moraes já havia afastado dois auditores fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF, mas a acusação não apresentou lastro probatório e os auditores foram reintegrados.
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A Unafisco alertou que os auditores fiscais não podem ser transformados em “bodes expiatórios” em meio a crises institucionais.
A operação da Polícia Federal, que envolveu buscas e apreensões em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, faz parte do inquérito das chamadas “fake news”, aberto em 2019 e que, até o momento, permanece em sigilo. A Unafisco manifestou preocupação com a situação, enfatizando a necessidade de observar o devido processo legal e a presunção de inocência.
A situação expõe tensões institucionais e questionamentos sobre o alcance da atuação do Judiciário, com a Unafisco alertando para o risco de instrumentalização de servidores públicos em meio a disputas políticas.
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