Polilaminina: Inovadora terapia para lesões medulares surge no Brasil!
Estudos clínicos em andamento avaliam segurança e potencial de recuperação motora. Anvisa autoriza Fase 1 em 2026. Descubra mais!
A polilaminina tem ganhado destaque no Brasil como uma possível solução inovadora para pacientes com lesões medulares. Essas lesões, que interrompem a comunicação entre o cérebro e o corpo, podem levar à paralisia parcial ou total. Mas como essa substância funciona e quais são seus potenciais efeitos?
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A polilaminina é uma versão especializada da laminina, uma proteína naturalmente produzida pelo corpo. Ela atua como uma espécie de ponte biológica, ajudando neurônios – as células nervosas – a se organizarem e criarem conexões. Em laboratório, pesquisadores a reorganizam para formar a polilaminina, que pode criar uma ponte biológica no local de uma lesão medular, facilitando a reconexão dos nervos que foram rompidos pelo trauma.
A polilaminina é administrada diretamente na medula espinhal, na área lesionada. Pesquisadores acreditam que esse mecanismo poderia permitir algum grau de recuperação motora – ou seja, retorno de movimentos que antes eram impossíveis devido à lesão.
No entanto, os resultados ainda são preliminares e não cientificamente comprovados em estudos amplos.
Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou a condução da Fase 1 de estudos clínicos, focada principalmente na avaliação da segurança da substância em um grupo pequeno de pacientes com lesão medular. Essa fase visa entender se a substância causa efeitos adversos ou respostas imunológicas indesejadas.
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É importante ressaltar que a segurança ainda está sendo avaliada. Alguns pacientes receberam a substância por ordens judiciais antes da conclusão de estudos formais – e especialistas alertam que esse uso não segue protocolos científicos rigorosos e pode expor pacientes a riscos que não foram completamente avaliados.
Além disso, casos de mortalidade foram reportados após a aplicação, mas a farmacêutica responsável afirma que não há evidência de que essas mortes tenham sido causadas diretamente pela substância.
A polilaminina representa uma esperança com cautela. Após a conclusão da Fase 1 e das próximas etapas, os pesquisadores poderão avaliar com mais clareza se ela realmente traz benefícios consistentes e se poderá ser aprovada como tratamento regular.
Fonte: Dados de pesquisa e informações divulgadas pela farmacêutica responsável.
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