Polilaminina: Descoberta revolucionária pode reverter lesões na coluna! Bióloga Tatiana Sampaio revela esperança para pacientes com lesão medular. Veja o caso do bancário Bruno Drummond!
A bióloga carioca Tatiana Coelho de Sampaio, por um acidente, descobriu uma molécula com potencial para reverter lesões na coluna vertebral e devolver as capacidades motoras dos pacientes. A substância, chamada polilaminina, ganhou destaque nas redes sociais após a publicação de vídeos mostrando pacientes com lesão medular treinando musculação.
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A pesquisa, iniciada em 1998, tem gerado grande expectativa na comunidade científica e entre os pacientes.
A polilaminina atua como uma “ponte biológica”, preenchendo o espaço onde houve o rompimento dos tecidos da medula espinhal. Essa ponte permite que os neurônios, localizados acima e abaixo da lesão, voltem a se comunicar, restabelecendo o fluxo de impulsos elétricos que comandam movimentos, sensações e transmitem informações como dor, temperatura e toque.
Um dos casos mais notáveis é o do bancário Bruno Drummond, de 32 anos, que sofreu um acidente de carro em 2018 e, após receber a injeção de polilaminina, recuperou a capacidade de andar.
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A pesquisa da polilaminina, coordenada por Tatiana Sampaio no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, começou com o objetivo de entender como proteínas da placenta poderiam ser reaproveitadas para tratamentos. A substância é produzida pela farmacêutica Cristália, que está conduzindo os ensaios clínicos em humanos, atualmente na fase 1, com 5 pacientes entre 18 e 72 anos, com lesão medular torácica aguda completa, ocorrida há menos de 72 horas, de aplicação única em procedimento cirúrgico, em solução injetável de laminina extraída da placenta humana.
Apesar do potencial da polilaminina, a comunidade científica pede cautela. A pequena quantidade de pacientes estudados e a diversidade dos casos tornam difícil afirmar que a melhora observada se deve exclusivamente ao tratamento. Além disso, a fase inicial de pesquisa envolve riscos, como a produção de anticorpos contra a molécula, uma resposta imunológica que pode ocorrer quando o sistema de defesa do corpo humano entende que a substância é estranha e perigosa.
Em 2026, três pacientes que haviam recebido a polilaminina por meio de ordens judiciais morreram em um curto período de tempo. A farmacêutica Cristália informou que as mortes não têm relação com a substância, mas que os pacientes apresentavam quadros clínicos instáveis antes da aplicação.
A professora Tatiana Sampaio compreende a mobilização dos pacientes, mas enfatiza que o uso fora de estudos clínicos expõe os pacientes a riscos adicionais.
A aprovação da polilaminina como tratamento para lesões na coluna vertebral depende de um longo processo de pesquisa, testes clínicos e aprovação da Anvisa. A fase 1 dos ensaios clínicos está em andamento, e os resultados serão cruciais para determinar o potencial da substância e os próximos passos do desenvolvimento.
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