Polícia Militar Julga Assassinato de Delator do PCC

Quase dois anos após o crime, o julgamento de policiais militares acusados pela morte do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, de 38 anos, começou nesta segunda – feira (22). O assassinato ocorreu em novembro de 2024, enquanto o empresário desembarcava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
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Julgamento no Fórum Criminal de Guarulhos
O julgamento, que deve durar cinco dias, acontece no Fórum Criminal de Guarulhos e envolve três policiais militares: Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. O Ministério Público os acusa de homicídio qualificado, relacionados à morte de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, que também foi atingido durante o atentado.
Além disso, os réus são acusados de duas tentativas de homicídio, envolvendo outras duas pessoas feridas na ação.
Acusação e Motivação
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri deve anunciar a decisão até a sexta – feira (26). Segundo o Ministério Público, a delação premiada de Vinicius Gritzbach revelou uma “teia do crime” que expôs o envolvimento de agentes públicos com a principal facção criminosa da América Latina, o Primeiro Comando da Capital (PCC.
Gritzbach teria suspeitado que os policiais estavam extorquindo criminosos.
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“Teia do Crime” e Envolvimento Público
O assassinato expôs uma teia de envolvimento entre agentes públicos e o PCC. A investigação revelou que o empresário Vinicius Gritzbach, que lavava dinheiro para a facção criminosa, havia sido roubado por ele em milhares de reais. A Polícia Civil classificou o crime como uma forte represália do PCC e um “recado” da facção.
Vítimas e Testemunhas
A vítima, Antônio Vinícius Gritzbach, era um ex – colaborador do PCC. Celso Araujo Sampaio de Novais, o motorista de aplicativo, também foi morto durante o atentado. Willian Souza Santos, funcionário de uma terceirizada do aeroporto, e Samara Lima de Oliveira, técnica, ficaram feridos.
A lista de vítimas inclui também Ruan Silva Rodrigues, Denis Antonio Martins e Fernando Genauro da Silva, que são os policiais militares acusados.
Suspeitos e Participantes
Além dos policiais militares acusados, outros suspeitos foram identificados. Kaue do Amaral Coelho, um olheiro, teria atuado como observador no aeroporto. Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como “Cigarreira”, o traficante do PCC que ordenou o crime, é apontado como mandante.
Diego dos Santos Amaral, o “Didi”, e outros, como Tiago da Silva Ramos, Michel de Araújo Silva, Matheus Soares Brito, Gleidson de Araújo Silva, André Luiz F. Rodrigues e Alan Hilário Lopes, são considerados suspeitos de apoio ao crime.
Investigações e Evidências
A Polícia Civil identificou a presença de DNA de dois policiais militares em veículos e roupas relacionados ao assassinato. Os laudos periciais indicaram a presença de DNA de Denis e Ruan no veículo VW Gol, abandonado próximo ao aeroporto. O empresário Vinicius Gritzbach também denunciou o envolvimento do investigador da Polícia Civil Marcelo Marques de Souza, conhecido como “Bombom”, que foi condenado a regime fechado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Defesa dos Réus e Questionamento da Perícia
A defesa dos réus Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues protocolou um parecer técnico que questiona a perícia e a confiabilidade das provas genéticas obtidas durante o processo. O parecer afirma que houve falhas procedimentais no laudo pericial do veículo VW Gol, utilizado pelos executores.
A defesa argumenta que o resultado do laudo é incontroverso, indicando que o DNA de Ruan e Denis foi encontrado no veículo e objetos abandonados.
Consequências e Denúncias
O julgamento pode levar à condenação dos policiais militares e à desarticulação de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, que envolvia a atuação de donos de fintechs. O Gaeco (Grupos de Atuação Especializados de Combate ao Crime Organizado) denunciou os envolvidos, indicando uma movimentação de pelo menos .
No total, 14 pessoas seguem presas no Presídio Militar Romão Gomes.
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