Crise de Equipamentos e Pedidos Diretos à Assembleia Legislativa
A Polícia Militar do Estado de São Paulo enfrenta uma situação delicada, com relatos de falta de equipamentos básicos e pedidos diretos de verba aos deputados estaduais. A situação, que ganhou destaque na mídia, expõe tensões entre o comando da corporação e o Palácio dos Bandeirantes.
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Deputados de ambos os lados do espectro político confirmaram que estão recebendo solicitações de recursos, com um major da Polícia Militar, o Major Mecca, relatando que comandantes da PM pediram ajuda diretamente à Assembleia Legislativa, mencionando a falta de fardamentos, botas e coletes há dois anos.
O clima interno no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) é de insatisfação. Fontes ligadas ao governador consideram as ações como uma quebra de hierarquia e uma forma de interferência política na gestão da segurança pública. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) não receberam os pedidos de recursos, o que gerou críticas e questionamentos sobre a capacidade do governo de atender às demandas da força policial.
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A situação se agrava com o fato de que a Polícia Militar enfrenta problemas de abastecimento de equipamentos, como coletes balísticos e coturnos. Relatos indicam que os policiais estão recorrendo a medidas emergenciais, como usar dinheiro do próprio salário para comprar esses itens.
A situação é vista como um indicativo da falta de planejamento e da dificuldade em garantir o básico para os agentes da lei.
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Emendas Parlamentares e a Busca por Recursos
Para tentar solucionar a crise, os deputados estaduais têm utilizado as emendas parlamentares como uma fonte de recursos adicionais para a Polícia Militar. Atualmente, R$ 1,3 milhão em emendas está em processamento, com uma emenda específica de R$ 100 mil para aquisição de capas de colete tático, proposta pelo deputado Capitão Telhada, com previsão de liberação até maio.
No entanto, a burocracia e os problemas nas licitações têm atrasado a entrega dos equipamentos.
Apesar dos esforços, a quantidade de emendas destinadas à Polícia Militar tem diminuído em relação a anos anteriores. Em 2024, foram destinados R$ 8,9 milhões, enquanto em 2025 o valor caiu para R$ 5,8 milhões. Essa redução reflete a dificuldade em obter recursos e a falta de prioridade dada à segurança pública pelo governo.
A situação também é vista com preocupação pelos próprios policiais, que se sentem desamparados e sem os equipamentos necessários para realizar suas atividades. A falta de coletes balísticos, em particular, é considerada crítica, pois coloca em risco a vida dos agentes em áreas de conflito e criminalidade.
